Meu aniversário esta chegando e eu ficando triste, não gostei da idéia de fazer vinte anos, adoro ter dezenove anos. É até bonito falar... Todo mundo dizendo eu tenho 25,26,30 e eu tenho apenas 19 aninhos. Poxa, isso acabou, agora eu tenho vinte anos e toda aquela responsabilidade que essa idade trás, apenas por soar aos ouvidos uma idéia de maturidade, de crescimento que, justamente, agora eu não queria ter.
Às vezes eu penso que eu preciso viver algumas coisas que não foram vividas, mas com vinte anos, os pesos são outros, outras responsabilidades... Eu penso que agora eu sou uma pseudo-professora, uma designer de uma gráfica, uma estudante de economia, não posso mais ficar fazendo coisinhas que uma pessoa de dezenove anos faz.
Mas eu queria fazer todas, todas mesmo, no sentido literal da palavra. Todas as coisas certas e erradas. Preciso sentir o cheiro do ar às 6:30h da manhã quando acordo para ir trabalhar como uma menina de vinte anos, mas preciso também sentir o cheiro do sábado a noite em uma bar qualquer da cidade. Preciso. Preciso saber diferenciar os cheios, os momentos, preciso sentir, viver, decidir...
Preciso chegar aos vinte e um anos de idade sabendo exatamente o que eu quero. Qual dos dois cheios mais me agradou, qual eu prefiro, qual me faz feliz.
Preciso.
Algumas coisas são irreversíveis, mas acreditem muitas coisas não aconteceram até hoje por eu pensar que já tenho quase vinte anos e não posso ficar fazendo coisinhas de adolescentes. Pensava duas vezes... Antes por questões pessoais, religiosas, familiares. Hoje não tenho mais barreiras, tudo que não fiz foi por pensar em mim primeiro e saber decidir o que eu quero e o que eu não quero.
Chegar aos vinte anos da forma que eu estou chegando é meio louco. Achei que neste aniversário seria tudo exatamente diferente do que está sendo. Quando eu chegar em casa na noite do dia 30 eu poderia até pegar as fotografias que não iriam me deixar mentir, pessoas, ambientes, recados, mensagens, tudo, extremamente tudo, diferente.
Se me perguntarem se foi uma mudança para melhor, não sei responder. Hoje tenho outra visão de tudo e de todos. Por mim eu estaria com as mesmas pessoas dos anos anteriores, mas o aniversário é meu... O presente tinha que ser delas. E como eu queria ganhar esses presentes, de verdade.
As novas pessoas e os novos ambientes me acolheram me receberam... Nenhuma pessoa especial, apenas mais uma, uma na multidão. O que é bom. É suficiente. Chega de holofotes.
Contudo, existem coisas que não mudam com tempo, com os anos, com a metamorfose é o almoço do domingo com os quatro na mesa, não mudam. Sempre vão está... Que seja fisicamente ou em memória, vão estar. Que aceite ou não todas as diferenças, vão estar... São os únicos que permanecem sempre. Desde primeiro aniversário. Primeiro presente. Primeira escola. Primeira festa. Primeiro beijo. Primeiro dia de faculdade. Primeiro dia de transformações, mesmo que elas ocorram todos os dias. Mesmo que elas não agradem. Mesmo que tudo seja diferente do costume, da tradição... Mesmo que pareça tudo meio fora do lugar. Mesmo. Vão estar...
Os quatros estarão ali, minha mãe me acordando para dar um beijo de bom dia de aniversario, meu pai fazendo brincadeiras: “-É fiquei sabendo que hoje tem alguém aqui ficando mais velha, daqui um ‘xerô’.” E minha irmã: “- Passa o dinheiro para eu comprar uma blusa, minha cara que eu olhei na rua, para você!” (Não sei se vocês perceberam, mas o dinheiro é meu e a blusa é para ela no dia do meu aniversário. Está é minha irmã).
Eles estão ali... É inevitável. Eles permanecem.
Existe alguém que não falta, mas este não é só no meu aniversário, Ele me da presente todos os dias, fazer surpresas, me agrada, me ama mesmo que eu não mereço. Ele é Ele, não preciso dizer mais nada. Ele é do tamanho do vazio que às vezes eu tenho, Ele é o tamanho da saudade que eu sinto, mesmo quando a saudade é do que eu ainda não vivi, Ele é o complemento quando me falta alguma coisa, Ele é o amor. E quando se trata disso eu posso dizer que eu O conheço bem, pois recebo dEle todos os dias. Um amor incondicional pela graça. Ele nunca falta, nunca faltou... Nunca vai faltar.
Espero que esses vinte anos cheguem de uma forma que eu posso aproveitar cada segundo e fazer jus aos meus vinte anos. Afinal, não é sempre que se faz vinte anos. Só às vezes, só no dia 30 de julho de 2010.
Então, feliz ano novo para mim e para você. =)
26/07/2010, Jamille C Dias
Às vezes eu penso que eu preciso viver algumas coisas que não foram vividas, mas com vinte anos, os pesos são outros, outras responsabilidades... Eu penso que agora eu sou uma pseudo-professora, uma designer de uma gráfica, uma estudante de economia, não posso mais ficar fazendo coisinhas que uma pessoa de dezenove anos faz.
Mas eu queria fazer todas, todas mesmo, no sentido literal da palavra. Todas as coisas certas e erradas. Preciso sentir o cheiro do ar às 6:30h da manhã quando acordo para ir trabalhar como uma menina de vinte anos, mas preciso também sentir o cheiro do sábado a noite em uma bar qualquer da cidade. Preciso. Preciso saber diferenciar os cheios, os momentos, preciso sentir, viver, decidir...
Preciso chegar aos vinte e um anos de idade sabendo exatamente o que eu quero. Qual dos dois cheios mais me agradou, qual eu prefiro, qual me faz feliz.
Preciso.
Algumas coisas são irreversíveis, mas acreditem muitas coisas não aconteceram até hoje por eu pensar que já tenho quase vinte anos e não posso ficar fazendo coisinhas de adolescentes. Pensava duas vezes... Antes por questões pessoais, religiosas, familiares. Hoje não tenho mais barreiras, tudo que não fiz foi por pensar em mim primeiro e saber decidir o que eu quero e o que eu não quero.
Chegar aos vinte anos da forma que eu estou chegando é meio louco. Achei que neste aniversário seria tudo exatamente diferente do que está sendo. Quando eu chegar em casa na noite do dia 30 eu poderia até pegar as fotografias que não iriam me deixar mentir, pessoas, ambientes, recados, mensagens, tudo, extremamente tudo, diferente.
Se me perguntarem se foi uma mudança para melhor, não sei responder. Hoje tenho outra visão de tudo e de todos. Por mim eu estaria com as mesmas pessoas dos anos anteriores, mas o aniversário é meu... O presente tinha que ser delas. E como eu queria ganhar esses presentes, de verdade.
As novas pessoas e os novos ambientes me acolheram me receberam... Nenhuma pessoa especial, apenas mais uma, uma na multidão. O que é bom. É suficiente. Chega de holofotes.
Contudo, existem coisas que não mudam com tempo, com os anos, com a metamorfose é o almoço do domingo com os quatro na mesa, não mudam. Sempre vão está... Que seja fisicamente ou em memória, vão estar. Que aceite ou não todas as diferenças, vão estar... São os únicos que permanecem sempre. Desde primeiro aniversário. Primeiro presente. Primeira escola. Primeira festa. Primeiro beijo. Primeiro dia de faculdade. Primeiro dia de transformações, mesmo que elas ocorram todos os dias. Mesmo que elas não agradem. Mesmo que tudo seja diferente do costume, da tradição... Mesmo que pareça tudo meio fora do lugar. Mesmo. Vão estar...
Os quatros estarão ali, minha mãe me acordando para dar um beijo de bom dia de aniversario, meu pai fazendo brincadeiras: “-É fiquei sabendo que hoje tem alguém aqui ficando mais velha, daqui um ‘xerô’.” E minha irmã: “- Passa o dinheiro para eu comprar uma blusa, minha cara que eu olhei na rua, para você!” (Não sei se vocês perceberam, mas o dinheiro é meu e a blusa é para ela no dia do meu aniversário. Está é minha irmã).
Eles estão ali... É inevitável. Eles permanecem.
Existe alguém que não falta, mas este não é só no meu aniversário, Ele me da presente todos os dias, fazer surpresas, me agrada, me ama mesmo que eu não mereço. Ele é Ele, não preciso dizer mais nada. Ele é do tamanho do vazio que às vezes eu tenho, Ele é o tamanho da saudade que eu sinto, mesmo quando a saudade é do que eu ainda não vivi, Ele é o complemento quando me falta alguma coisa, Ele é o amor. E quando se trata disso eu posso dizer que eu O conheço bem, pois recebo dEle todos os dias. Um amor incondicional pela graça. Ele nunca falta, nunca faltou... Nunca vai faltar.
Espero que esses vinte anos cheguem de uma forma que eu posso aproveitar cada segundo e fazer jus aos meus vinte anos. Afinal, não é sempre que se faz vinte anos. Só às vezes, só no dia 30 de julho de 2010.
Então, feliz ano novo para mim e para você. =)
26/07/2010, Jamille C Dias








