segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Lindo.
Quando meia volta é ir pra frente
Como criar publicidade que vende

O título não é novo e não é meu.
No final da década de 60, David Ogilvy conduziu sua agência a uma série de "house ads" que fizeram época pela quantidade de palavras e pela apresentação de lições sobre como fazer publicidade que funciona.
Um dos anúncios dessa série, publicado pela primeira vez quando eu estava aprendendo a andar, trazia o título deste post "How To Create Advertising That Sells" e endereçava questões que nunca deixaram de ser atuais:
. Posicionamento
. Promessa
. Imagem de Marca
. Big Idea
. Diferenciação
. Personalização e envolvimento
. Inovação: Start Trends
. Foco em seduzir pessoas e prêmios como consequência
. Segmentação psicológica (no final dos anos 60, David Ogilvy posicionava a Mercedes- Benz para atender não-conformistas que zombavam dos símbolos de status e rejeitavam apelos de esnobismo)
. O valor do novo ("don´t bury news")
Estes e outros pontos, alguns - hoje - bastante polêmicos, estão endereçados no anúncio repleto de palavras criado pela Ogilvy no final dos anos 60. Eu sugiro que você abra mão de concordar ou não e invista um tempo lendo ou relendo esse clássico da publicidade mundial.
Uma volta ao que já fomos que pode valer super a pena em tempos de discussões sem fim sobre quem somos, onde estamos e pra onde vamos: http://bit.ly/dy3CKY
Ana Paula Cortat é vice-presidente de Estratégia de Marca do Grupo Isobar no Brasil
Twitter divulgou uma lista com os dez tuítes mais retuitados do ano.
O primeiro lugar, no entanto, ficou com o comediante norte-americano Stephen Colbert, que, no dia 16 de junho, escreveu uma frase sobre o vazamento de óleo no Golfo do México – assunto mais comentado de 2010 na rede de microblogs. “Em homenagem aos pássaros encharcados de óleo, ‘tweets’ [pius] agora são ‘gurgles’ [borbulhos]”, postou.
“O humor é uma parte chave da experiência no Twitter, e a lista dos mais retuitados reflete a forma como as pessoas usam o serviço para comédia ou paródia”, descreveu Jodi Olson, da equipe de comunicação do Twitter, no blog oficial da companhia.
O segundo tuíte mais retuitado foi um do cantor e ator canadense Drizzy Drake. “Sempre ignoramos os que nos adoram e adoramos os que nos ignoram”, escreveu o artista em 18 de setembro. Entre as demais há uma mensagem do rapper norte-americano Lil Wayne que dizia apenas “Aaaaaaahhhhhhmmmmm baaaaakkkkkkkkkk! [estou de volta]”.
A lista completa pode ser conferida no hotsite “Year In Review” do Twitter. Nos últimos dias, a empresa já publicou uma relação dos tuítes mais poderosos do ano, das personalidades que aderiram à ferramenta nos últimos 12 meses e um ranking com os assuntos mais comentados na rede de microblogs em 2010.
Rede sociais e Publicidade

É fato que estão se tornando o canal direto dos anunciantes com consumidores, estes cada vez mais ávidos em colaborar com a criação de novos produtos e com a comunicação das marcas que admiram.
Segundo Kika Oncken, gerente de display do Google, o Brasil lidera mundialmente em número de usuários do Orkut, ficando na frente da Índia e dos Estados Unidos. No final do ano passado, a cantora Ivete Sangalo fez a primeira transmissão ao vivo no Orkut. A ação consistia em responder as perguntas sobre o lançamento de seu último DVD, que foram feitas pelos próprios usuários, dentro da sua comunidade customizada. A transmissão aconteceu dentro do próprio banner, para todos os usuários que entraram no Orkut durante a entrevista.
Apesar de o Orkut continuar na liderança dos sites de relacionamento, o Twitter, e principalmente o Facebook (hoje com 500 milhões de usuários no mundo), ganham cada vez mais espaço na preferência do brasileiro. Fundado em fevereiro de 2004, em um dormitório da prestigiada Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Sua marca está avaliada em US$ 50 bilhões e tem um faturamento estimado em US$ 2 bilhões. No último dia 3, o banco de investimentos Goldman Sachs Group Inc. e a russa Digital Sky Technologies investiram US$ 500 milhões no site.
O fenômeno da empresa fundada por Mark Zuckerberg, de 26 anos – o mais jovem bilionário do mundo –, foi parar nas telas do cinema com o filme “A rede social”, do diretor David Fincher, que relata toda a trajetória da criação desse site de relacionamento, que começou sem querer.
Após o rompimento de um namoro e de uma bebedeira, Zuckerberg resolve hackear os computadores de Harvard e coloca as fotos de todas as garotas do campus, uma ao lado da outra, para votarem na mais bonita. Ele batiza o site de Facemash, que logo adquire um caráter viral, derruba toda a rede de sistemas de Harvard e cria uma grande polêmica no campus devido à suposta misoginia da página.
Pela criação do Facemash, Zuckerberg é acusado de violação de segurança, de direitos autorais e do direito à privacidade. Mesmo assim, naquele momento, nasce a estrutura básica do Facebook, que se expandiu do campus de Harvard para o mundo. Hoje, o Facebook emprega duas mil pessoas e a matriz está localizada em Palo Alto, na Califórnia, e conta com outros dez escritórios nos Estados Unidos e mais 11 no mundo: Irlanda, Alemanha, Inglaterra, Espanha, Itália, França, Suécia, Austrália, Japão, Canadá e Malásia.
O Twitter, criado por Biz Stone e Evan Williams em 2006, está avaliado em US$ 3,7 bilhões e já registra 175 milhões de adeptos no mundo. De acordo com um estudo realizado pela Boo-Box, de 100 ações realizadas por anunciantes no microblogging, houve 300 milhões de views. De olho no filão dos anunciantes, o Twitter lançou no ano passado o Promoted, um novo formato de publicidade.
Anunciantes aproveitam, claro:
No último ano, muitos anunciantes estenderam suas ações publicitárias para as redes sociais com o objetivo de se aproximar mais dos consumidores e permitir uma maior interação com eles, mesmo sabendo que correm o risco de serem criticados. Afinal, a internet oferece um espaço maior para o consumidor expressar livremente sua opinião sobre marcas, produtos e serviços.
No final do ano passado, a iThink criou um aplicativo para o Pão de Açúcar no Facebook que sorteia amigo secreto. Para acessar, basta o usuário entrar na página do Pão de Açúcar no Facebook e enviar convites para o amigo secreto, selecionando o dia do sorteio e da troca dos presentes. Depois de fechado o grupo, os participantes podem enviar mensagens anônimas e dicas de presentes.
Hoje, o Pão de Açúcar também está presente no Linkedin, Twitter e Orkut, além de ter um blog. Em recente campanha do Kuat, a RMG criou o “Kuat Oh Yeah Experience”, protagonizado por Marcelo Adnet. A campanha não tinha um site, apenas o brandchannel da marca. Para divulgar a ação, os internautas foram convidados a postar um vídeo de um momento marcante no Twitter, com a hashtag #KuatOhYeah. A cada semana, blogueiros selecionavam o internauta que tivesse mandando o melhor vídeo e juntos com o apresentador Marcelo Adnet, faziam brainstorms. Esses pensamentos tornaram-se roteiros que foram gravados nas ruas sob o comando de Adnet. “Quando o segundo brainstorm foi ao ar, o número de views no YouTube aumentou de 10 para 100 mil. Resultado surpreendente para uma campanha exclusiva na web”, comenta Patrice Lamiral, diretor de planejamento da RMG.
Já a LG permite, por meio do Facebook, que usuários de toda a América Latina enviem ideias de produtos que melhorem a vida das pessoas. Também foi criado um vídeo inspiracional que ultrapassou um milhão de views no YouTube, além de um concurso de roteiros na plataforma, no qual o melhor roteiro será produzido e veiculado na internet.
E a Smirnoff, por meio de sua página no Facebook, pedia a colaboração dos internautas para a construção do Smirnoff Nightlife Exchange Project, que consistia em uma festa realizada na mesma hora em diferentes cidades do mundo com elementos culturais de outros países. Os anúncios impressos também conduziam o consumidor ao perfil da marca no Facebook. No final da ação, a Smirnoff conseguiu se relacionar com 65 mil pessoas.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
De publicitário e vendedor todo mundo tem um pouco
Mas nem sempre o conhecimento é imprescindível. O mais importante para quem trabalha com a publicidade é a criatividade. Ser publicitário é não ter medo de colocar a cara a tapa, é entender que para ter sucesso é preciso ser ousado. O mesmo vale para o profissional de vendas, ele tem de possuir características semelhantes ao do publicitário para vender qualquer produto ou serviço.
O vendedor tem de exercitar o talento de fazer as pessoas adquirirem produtos, ou aderirem a causas, não porque as pessoas são maleáveis, mas sim porque foram seduzidas, não porque as pessoas solicitam, mas porque a necessidade foi sentida e ganhar a confiança do cliente é tudo o que se ânsia. “Pois a publicidade não vende. Ela apenas cria a predisposição de compra. Quem vende é o vendedor”, afirma Olivetto em suas declarações.
Por isso, não deixe de se informar, ler notícias relacionadas e ficar atento as novas tecnologias e novidades do mercado. Lembre de se aperfeiçoar sempre que tiver a oportunidade e compartilhar experiências com profissionais qualificados, através da sua rede contato, network é tudo para quem trabalha com publicidade e vendas.
O dia do publicitário (1º de fevereiro), para nós da Atual Card é uma oportunidade de agradecer aqueles que de fato fazem a venda acontecer: Os vendedores!
Atual Card
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
PARA QUEM GOSTA DO QUE É SIMPLES!
Não se preocupe com Deus. Ele cuida de Si mesmo. Ele se defende. Ele é maior de idade.
Não se angustie por Deus. Ele não se transtorna e nem se abala.
Não defenda Deus. Se Ele não defender a Si mesmo, por que haverá você de fazê-lo? Você tem melhores argumentos?
Não se aflija em fazer Deus compreensível. Isto não é possível. Ele revela a Si mesmo ou nada é discernido.
Fale de Deus como Ele fala de Si mesmo.
Fale de Jesus como Jesus falou de Si mesmo.
Fale do Evangelho como ele fala em si mesmo.
Nunca discurse Deus. É obra de artífice de ídolos de linguagem.
Nunca filosofe Deus. É a louca-loucura dos sábios, que é a maior insensatez para Deus.
Nunca doutrine sobre Deus. É melhor oferecer bula de remédio a um doente analfabeto.
Confie sempre na verdade. Ela é invencível.
Confie sempre no amor. Ele é de Deus; pois Deus é amor.
Confie sempre que a paz é a melhor arma e a melhor defesa.
Creia simples e tudo será maravilhoso.
Creia complexo e você jamais terá alegria.
Creia, apenas creia, e tudo passará a ser possível.
Mas, sobretudo, seja sincero com Deus e com você mesmo, pois, sem isso, nada acima é verdade.
Nele,
Caio
29/08/07
ManausAM
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Twittadas!
Eu tive que correr, pra não me entregar
As loucuras que me levam até você"
'Às vezes, eu prefiro não sentir nada. É melhor. É mais fácil.'
'explicação. Nenhuma isso requer."
"E quem me vê apanhando da vida duvida que eu vá revidar; Tou me guardando pra quando o carnaval chegar"
'Ser você mesmo em um mundo que está constantemente tentando fazer de você outra coisa é a maior realização.' Ralph Emerson
"Eu quero fazer silêncio; Um silêncio tão doente do vizinho reclamar"
"Não se afobe, não Que nada é pra já"
"O nosso amor é tão bom; O horário é que nunca combina"
"Sabe o que eu quero de verdade? Jamais perder a sensibilidade, mesmo que às vezes ela arranhe um pouco a alma." Clarice Lispector
"escolher o sujo ou o mal lavado"
"O que será que será; Que dá dentro da gente e que não devia"
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Amor em 4 atos - Ela faz Cinema


Quando se trata de algo realmente bom, algo que salva a rede Globo, paro em frente a televisão e fico vidrada. Roteiro feito com base nas composições de Chico Buarque, essa mini-serie realmente me fez exergar que nem tudo está perdido quando se trata da televisão brasileira.
"O que agente procura não é o que agente procura, é o que agente encontra."
Curiosidade: A composição "Construção" foi escrita na época da ditadura e todos os versos terminam em proparoxitona.
Ela faz Cinema
O episódio ‘Ela faz Cinema’ tem direção e roteiro de Tadeu Jungle e Estela Renner e é inspirado nas músicas ‘Ela faz Cinema’ e ‘Construção’.
Letícia é uma cineasta caótica e romântica que vive o sonho de finalizar o seu primeiro videoclipe, mas não consegue se concentrar na edição por conta de uma obra que acontece no apartamento vizinho. Quando a cineasta decide reclamar do barulho ela conhece Antônio, pedreiro que está trabalhando na reforma. Na mesma hora a raiva desaparece e os dois acabam se encantando. Letícia não conta para Antônio que tem um noivo e Antônio não conta para Letícia que não é o dono do apartamento, mas a sintonia entre os dois é algo indiscutível."E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido"
Construção - Chico Buarque
Ela é a tal
Sei que ela pode ser mil
Mas não existe outra igual"
Ela faz cinema - Chico Buarque
Sobre as séries
Letra e música de canções do Chico Buarque inspiraram os quatro episódios da microssérie. As letras de “As Vitrines”, “Construção”, “Folhetim”, “Ela faz cinema” e “Mil Perdões” estão, de alguma maneira, nos capítulos do programa, seja como base da história musicada pelo compositor, seja como tema, cenário, clima ou trilha sonora.
A direção-geral da microssérie é de Roberto Talma, com direção de Tande Bressane, Tadeu Jungle e Bruno Barreto. Antonia Pellegrino, Marcio Alemão Delgado, Estela Renner e Tadeu Jungle assinam os roteiros.
Jamille C, Diassegunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Desde o primeiro momento.
"Criação" (entre aspas) Publicitária
Por que será que quase dez entre cada dez porcarias que vemos na propaganda foram submetidas aos consumidores em ambiente de teste e aprovadas com louvor? Porque, simplesmente, é dito o que todos já sabem, do jeito que todos já conhecem.
A boa propaganda é aquela que rentabiliza a exposição porque toca de cara, quase à primeira vista. E toca porque devolve-nos, através do estilo, o original, e não o “novo”.
Fernand Alphen
A verdade nua e crua.
(...)
Somos produtos em série. O mesmo tênis, a mesma roupa, o mesmo carro, as mesmas nuances desfilando nas ruas das futilidades. Reproduzimos comportamentos fugazes e medianos, reproduzimos o que é patético. O elogio da inexistência é um atestado da nossa incompetência enquanto seres humanos.
Ivan Cordeiro
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Nem mesmo o rigor de muitas coisas.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
FELIZES PARA SEMPRE AGORA
Nos acostumamos pois a ver a Felicidade como algo sempre além, sempre ao fim do terrível trajeto, o troféu depois da tortuosa jornada. O tempo dos contos de fadas já vai longe, mas as pessoas parecem ainda continuar a crer em (e a sonhar com) Cinderelas Felizes, casamentos perfeitos, tesouros enterrados e amores eternos. Pode ser que existam de fato, mas pode ser que tudo seja apenas fruto desta legítima fome de ilusão dos humanos. Fome que justifica a existência de quase tudo que o homem tem criado ao longo do tempo para emprestar sentido a este nosso mundo velho sem porteira — o circo, o bar, o futebol, o cinema e mais uma lista inumerável de coisas. Segundo o grego Kazantzákis, mesmo Deus teria nascido dessa obsessão humana pelo sonho e pelo alumbramento.
Sempre me pareceu tarefa difícil para a fauna humana entender a felicidade como uma coisa mais cotidiana, e por isso mesmo banal. Tarefa difícil sim, mas redentora talvez. Não me chamo Polyana nem este texto se presta a ser um texto de auto-ajuda, longe de mim, mas caso tivéssemos a consciência da felicidade como algo ao alcance da mão e não no fim do filme, gozaríamos mais e melhor, seguramente. Falo dessa felicidadezinha passageira, fugaz, pronta para ser vivida com total intensidade. Entre os poetas que cantaram a felicidade, poucos foram tão felizes como o grande Odair José na sua clássica canção “A Noite Mais Linda do Mundo”: ‘Felicidade não existe / o que existe na vida são momentos felizes’. Sábio Odair. Dizer que se deve viver a vida com toda intensidade, não significa dizer porém que se deva enlouquecer geral, despirocar, pirar na batatinha, desbaratinar, tomar todas as vodcas do mundo, contrair todas as dívidas e sair por aí alucinando. Algo como o que fez o personagem de outra célebre canção, esta do bamba suicida Assis Valente, ‘E o Mundo não se Acabou’: anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar .../ e sem demora fui tratando de aproveitar ... / beijei na boca de quem não devia / peguei na mão de quem não conhecia / dancei um samba em traje de maiô / e o tal do mundo não se acabou’ (de Valente também é o deslumbrante verso ‘felicidade é brinquedo que não tem’, em “Boas Festas”, a mais bela e triste canção de Natal que eu conheço).
Mas voltando à vaca Fria da felicidade comezinha, tive um amigo, do tipo sábio de padaria, que adorava repetir uma frase genial: ‘Felicidade é um café na cama’.
Mas pode ser também uma boa rodada de chopes com os amigos no bar gastando conversa (isso pro meu gosto, claro. Para os finos provavelmente uma noite de degustação de vinhos da nova safra sul-africana; para os brutos - ou pobres - uma roda de pinga barata na bodega da esquina). A lista pode ser aumentada, claro, conforme o gosto do freguês. O café vespertino na padaria da esquina, uma canção ouvida no rádio de surpresa, o livro lido na rede, o filme na tarde chuvosa, uma noite de amor intenso, um trabalho realizado a contento, uma tarde de domingo no estádio febril, uma gentileza inusitada, a cerveja na praia antes do almoço, a comida que não está nos guias gastronômicos mas que aconchega a alma, coisas que enchem o peito, que dão aquela sensação boa e plena, de que não falta nada, nem mesmo um cigarro, pra completar a felicidade, e que a vida daí por diante será melhor, bem melhor.
Estou falando de felicidade em vida, na terra, em corpo material, carne e osso, aqui e agora, não na vida eterna. Apesar de considerá-la uma fábula bíblica muito fascinante, nunca tive fé suficiente para crer que do outro lado teremos o que não tivemos em vida, alma jubilada ao som dos clarins de anjos de cabelos cacheados e paz plena.Por isso, como um Reich caboclo e rude, sugiro que gozemos dos pequenos encantamentos (não só os sexuais, óbvio!) de nossa vidinha besta como a máxima e suprema felicidade. Ladies and gentleman, vagabundos e maloqueiras, famosos e anônimos, aristocratas e proletários, acorrei, e na dúvida, gozai a felicidade possível, os tais ‘momentos felizes’. Pode ser que lá adiante o alardeado ‘happy end’ não seja tão feliz assim.
Será isso economia?
"A fé não surge do nada, muito menos da própria fé. É preciso um indício, um sinal, um motivo racionalmente aceitável para acender na alma a chama da confiança em Deus. A alma prefere apegar-se à tristeza e ao negativismo porque são seus velhos conhecidos. É a segurança da depressão rotineira contra o apelo da razão à ousadia da confiança. O que se opõe à fé não é a razão, é a covardia. Para legitimar essa covardia ergueram-se masmorras de pseudo-argumentos. No fundo delas, o leproso lambe suas chagas, o cego adora sua cegueira, o paralítico celebra a impossibilidade de caminhar. Os pobres, imaginando-se reis e principes, festejam a rejeição da boa notícia. Orgulhosos da sua impotência, adornam com o nome de “ciência” a teimosia de negar os fatos." (Olavo de Carvalho).
Laissez Faire, Laissez
Agora eu sei porque faço economia.quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Aturar
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Que venha!!!

Estava com um pouco de receio de escrever o sobre o ano que passou e o ano que está chegando, tudo isso porque, esse ano, foi o ano. Mesmo sendo leiga nesse negócio de escrever, as poucas linhas, mal escritas, dizem um pouco sobre aquilo que passa aqui dentro, e, por isso, tenho apreensão em digitá-las.
Mas, vamos lá...
Escrevi muito esse ano, escrevi o que pulsava, escrevi aquilo que latejava, rabisquei na agenda, no caderno da faculdade, rabisquei no bloco de novas, escrevi... Tenho uma pasta de “escritos” não publicados e tenho também outra de pensamentos ainda não escritos.
No início do ano decidi tirar meus anjos da guarda da tranquilidade que eles tinham e coloca-los em combate... Testar os limites e saber até onde eles iriam por mim. Coloquei-os em uma prova, em que eu e os mesmos estaríamos sendo provados no fogo.
Foi um ano cheio de surpresas, nem sempre boas, principalmente, para as pessoas que esteve perto de mim. Um ano impulsivo, em que as ações foram feitas uma, duas, três vezes e só depois de um bom tempo, foram pensadas sobre elas.
A palavra de ordem: mudança. Perdi muito tempo preocupada se elas seriam boas ou ruins. Logo depois descobri o que importava era que aquilo tudo estava acontecendo dentro de mim e tudo me levaria a me conhecer ainda mais como pessoa, como ser humano.
Foi estranho eu não me (re)conhecia em muitos momentos... Tomava um choque me vendo no espelho, fazendo algumas coisas que nunca teria coragem de fazer, e sendo julgada por tantas outras, que realmente não fiz.
Sabia, desde sempre, que tudo teria um preço, mas não sabia que ia ser tão caro; e o pior é que ainda não tinha chegado nem perto do pagamento total.
Nessa mudança de cidade, de pais, de mundo... Arrumei minhas malas, coloquei algumas coisas no caminhão e segui viajem, sem olhar para trás e, também, sem olhar a direção que estava seguindo.
Inconsequente? É, talvez, a palavra seja essa mesmo.
Deixei algumas coisas no caminho, coisas valiosas, que perdi para sempre... As perdas são as minhas únicas certezas. Eu as perdi, mas elas nunca me perderam. Perdi muitas coisas e também me perdi em vários momentos. Mas, sabe de uma? Cresci. Foi bom. Está sendo bom. Que seja. Cada momento, a cada curva dessa estrada desconhecida, sinto um frio na barriga, contudo tenho tanta coragem de enfrentar esse mundo, que tudo não passa de uma grande diversão... uma roda gigante, um carrinho de bate-bate.
Esse ano foi um ano doido, diferente e perigoso. Foi um ano DEZ. Vai ficar lapidado, gravado aqui em mim... Que venha 2011, cheios de novas surpresas, novas viagens, novas pessoas, que seja um ano ONZE, melhor do que dez. Acredito nisso.
Acredito também, que mesmo o ano sendo de grandes mudanças, tenho ainda em mim algumas coisas imutáveis que só a quem realmente eu quero, eu as mostro. Essa é a parte boa de tudo. É saber o que Caio sentiu ao dizer "...depois de todas as tempestades e naufrágios o que fica de mim e em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro". E fazendo uma comparação bem mesquinha, bem pobre, bem pejorativa, quanto mais se espreme uma fruta, mais extrai o melhor que ela tem para dar.
Se pudesse definir o ano, diria que foi o ano da impulsividade... E foi mesmo, da loucura, da irresponsabilidade... Mas, uma irresponsabilidade responsável. Sabe?
Um ano cheio de livros, de música... Um ano cheio de novidades no trabalho, na faculdade, no coração. Um ano cheio, lotado de emoção.
Um ano contraditório, coisas boas e ruins acontecendo, simultaneamente. Me sentir por vezes em uma rodoviária onde pessoas se vão e outras chegam, por outras me peguei num quarto de uma cidade litorânea, onde a maioria estaria pegando aquele bronze na praia, e eu ali escrevendo e escutando Dido, Marina Lima, Adele, Tânia Alves, Dorival...
Dois mil e dez, foi marcante... Foi louco. Foi diferente. Dois mil e onze vai ser na mesma proporção, só que onze. Maior que dez.
Que venha!!!
Jamille C, Dias









