quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Um simples café!


Tive um amigo, do tipo sábio de padaria, que adorava repetir uma frase genial: ‘Felicidade é um café na cama’.


Não lhe conheço!


Eu não lhe conheço muito bem.
Que mal tem? Vou ter a vida que me resta para saber o que ainda não sei.
Olha, sei não, mais estou com um gostinho que vai ser bom.

Jamille C, Dias 

Isso sim é sorte.



O que é sorte para mim?
Sorte é você encontrar o amor da sua vida, enquanto ainda há vida.
Jamille C, Dias



Tô falando do que é bom



Estar perto de você é: como estar com roupa de domingo.
É estar no colo da minha mãe, em plena segunda-feira, às 10h da matina.
É comer chocolate terça-feira depois de ter começado uma dieta.
É acordar numa quarta de inverno e ter uma caneca de café por perto.
Fazer sexo num lugar proibido correndo o risco de ser visto.
É como ter um filho para ter com quem se preocupar,
uma irmã para pirraçar e um pai para amar.
Ter muitos amigos, que não são de quinta,
no qual podemos conversar, sem medo do que vão falar.
É como tomar cerveja na sexta e desejar não trabalhar no sábado.
Dormir o dia inteiro no domingo sabendo que no outro dia é feriado.
Jamille C, Dias

De longe e de perto.



De longe ela era aquela pessoa que eu tinha sonhado. De longe era aquilo tudo que um dia eu imaginei para minha vida. De longe aquele era o lugar onde eu queria estar, de longe aquele era o lugar onde eu queria ficar... Ficar por um bom tempo. De longe era tão bom, tão calmo, tão sincero. De longe era quem me fazia me sentir em casa, sem esconderijos, sem reservas. De longe ela era quem eu não tinha vergonha de absolutamente nada. De longe era das poucas pessoas que gostava realmente de fazer nada em minha companhia. Eu gostava de estar naquele lugar, à simplicidade de tudo me encantava de uma forma bem singular. De longe foi quem me fez ser melhor, querer ser melhor. 
Olhar e de longe perceber o que eu queria para o meu futuro poderia estar tão perto. 

Só que olhando de perto... de bem perto. Não sei. Não existia festa mesmo se fosse carnaval. Não existia água ainda que uma tempestade caísse lá fora. Não existe calor mesmo não estando frio. Não existe nada além de uma boa amizade. Nada além de uma boa amizade. 
Que bom!

É bom ter você.


Se um dia esse sumiço seu de uma semana demorar mais que isso... E porque qualquer motivo a gente demorar em se ver, em se falar... Foi muito bom te conhecer. Você é especial. Merece muito toda felicidade do mundo e eu torço muito por isso, de verdade. Independentemente como, com quem, de que forma. 
Só nunca demore para lembrar que é bom ter você por perto. Jamille C, Dias

(Re)começo
Eu sentia tal necessidade de recomeço. Algo novo mesmo, sem remendos dessa vez. Algo comprado em loja e de preferência loja cara. Não é que eu me importe com isso, mais eu queria que ao menos dessa vez, o tal recomeço acontecesse, e que, principalmente, durasse e ficasse por um bom tempo novo.
Eu queria voltar aos meus tempos de jogar Mario World onde você tirava a fita para soprar e começar tudo de novo.
Queria entrar num banheiro, porque lá você é a melhor cantora do mundo, você pode chorar e ninguém te escutar, você pode sair novinha em folha. Você pode sair limpa das coisas passadas.
Meu desejo é tirar as rodinhas da minha bicicleta, mesmo correndo o risco de cair. Cairia como muitas vezes já fiz, mas me levantaria mais uma vez, duas ou até três. Henry Ford dizia uma frase linda: “O insucesso é apenas uma oportunidade para recomeçar de novo com mais inteligência”.
O mês de setembro começa para mim de uma forma especial, muitas coisas deixadas para trás, no entanto, meu olhar atento está sem dúvidas lá na frente. Talvez eu tenha uma boa característica: eu penso grande... E agora vou aprender a agir grande e fazer grande. Vou aprender a crescer. Finalmente!!!
E pra finalizar, parafraseio o grande Luiz Gasparetto: “Tudo tem começo e meio. O fim só existe para quem não percebe o recomeço”.
Jamille C, Dias



Ás vezes... é assim.

" Todos precisam que suas proezas sejam reconhecidas, mas poucos expressam essa necessidade com tanta clareza quanto o menino que disse ao pai: _ Vamos brincar de dardos. Eu arremesso e você diz 'FANTÁSTICO'..."

domingo, 15 de julho de 2012

Romeu,
Esqueça o machismo, coloque mais água no feijão, flores nos vasos e fronhas limpas nos travesseiros.
Abra as janelas e tire a poeira dos porta retratos.

Engula o choro, dê o braço a torcer, vista uma camisa que eu possa arrancar com os dentes.
Talvez eu te traga um presente. Talvez não traga nada.

Finja que daqui para a frente, as coisas serão diferentes.
Prepare um café forte, um poeminha raso e abra os braços. Eu tô voltando.

Julieta.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

2012 está dose!


O ano em Vitória da Conquista começou com requisitos da greve da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), que fez com que boa parte dos 9.292 estudantes regressassem para suas casas, no ano passado. O que, economicamente, é uma grande perda para cidade. Ainda bem que Conquista tem outras universidades! Temos aqui três particulares (Fainor, FTC, Juvêncio Terra), uma estadual (Uesb), duas federais (Ufba, IFBA), uma a distância (Unopar) e ainda as pós graduações (Pós-grad, Unigrad). Um leque de opções para os 310.129 habitantes no município, segundo o ultimo censo.
Caminhando um pouco mais e chegando perto do carnaval, aconteceu a greve da polícia militar. As pessoas ficaram com medo de sair de casa, só após 12 dias muitos conflitos, roubos e até mortes em função da paralisação, os policiais decidem encerrar a greve que ameaçou o ano letivo de grande parte dos alunos. Ainda assim é a vez dos professores da rede estadual fazerem suas reivindicações que já passam de 84 dias. “Continuamos abertos a negociações, mas enquanto ela não acontece vamos manter o movimento,” diz Marilene Betros, vice-coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB). Somando os doze dias da greve dos políciais militares no início do ano, quando as escolas também fecharam, já são 96 dias sem aulas este ano na Bahia. Esses eventos acima citados afetam o ciclo econômico. As pessoas deixam de pegar ônibus, táxis, ir ao supermercado; exemplos simples que atingem diretamente a economia local.
Mais adiante, para a educação e segurança não ficarem sozinhas nessa luta, chegou a vez dos médicos também fazerem suas reivindicações à saúde pública. “Sempre que tem uma situação dessas (paralisação), o médico é colocado como culpado, mas queremos mostrar à sociedade a precariedade que estamos vivendo hoje”, diz o vice-presidente do Sindicato dos Médicos, Francisco Magalhães. Muitas pessoas da zona rural se deslocam para a cidade com necessidades médicas; com a greve isso ocorre apenas em casos extremos, afetando novamente esse fluxo de dinheiro na cidade.
Andando um pouco mais e chegando ao mês de maio, o Sindicato dos Rodoviários de Vitória da Conquista, juntamente com motoristas e cobradores das duas empresas que operam na cidade (Serrana e Vitória), decidem começar a paralisação, e assim, a população da terceira maior cidade da Bahia fica sem o transporte público. Analisando isso economicamente e tendo em vista que milhares de pessoas dependem dos transportes públicos para sua locomoção para o trabalho, estudo e lazer. Mais uma vez um empecilho para a economia: fazer o dinheiro “girar”: comprar, pagar contas, receber, investir.
Chegando ao mês de junho, as manchetes eram sobre a falta de chuva. É a pior seca em 47 anos, ela se agrava e atinge quase três milhões de pessoas na Bahia. Em alguns municípios a situação tem sido mais grave como é o caso de Abaré, onde os prejuízos na agricultura alcançaram o patamar de 100%. E assim, podemos imaginar o que significa isso para a economia? Quantos produtores rurais perderam capital com a seca e subsequente deixaram de investir na economia local? Teremos essas respostas nos efeitos econômicos, que já se mostraram com sinais fortes.
Observando de uma forma geral: o ano é eleitoral, a prefeitura retém gastos públicos. Os contratados retraem seus consumos pela suposta instabilidade do emprego. A crise que o mundo se encontra contribui para o ano entrar para a história, infelizmente negativamente. Enquanto os PIBs de China e Índia em 2011 cresceram, respectivamente, 9,2% e 6,9%, tivemos um desempenho no índice de 2,7%. Um dos piores desempenhos de toda a América Latina. O governo não tem estímulos para gastar, e assim, novamente nos deparamos com uma falha na engrenagem da economia. Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o crescimento dos últimos trimestres foi bem abaixo da capacidade do país.
Acima estão alguns fatores que contribuíram para o ano de dois mil e doze ser um ano, especificamente para Conquista e região, economicamente complicado. As pessoas não consomem (greves, greves e greves, seca, ano eleitoral, crise mundial e o caminho que o Brasil está tomando as decisões públicas com o governo Dilma) são alguns fatores que podem explicar esse visível ano, economicamente, ruim que afeta diretamente na indústria, comércio e serviços.
Jamille C, Dias
Graduanda em Economia pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia