quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Por Cristiane Nonato
Quanto mais o tempo passa percebo que a saudade mais dolorosa é aquela das pequenas coisas. Os grandes momentos te realizam, te deixam belas lembranças. Vez ou outra retornam a mente e mesmo com saudade te deixam pleno de satisfação. Mas saudade das pequenas coisas do cotidiano te torturam o tempo todo. Te acompanham todo o tempo em que está acordado. Saudade do seu creme dental favorito, do aconc...hego da sua cama. Aquela que vc dormia desde que era pequeno. Do cheiro da sua casa, do cheiro dos seus pais. Dos telefonemas dos amigos no meio da noite pra sair pra comer algo qnd vc ja está dormindo rs. De uma roska de kiwi...Saudades de sair pra comer torta no meio do trabalho rs. Do seu sobrinho de 8 anos ganhando de você no dominó rs. Estas são saudades que envelhecem...
domingo, 25 de setembro de 2011
a hora de parar

Muita coisa mudou. Deletei um monte de gente da minha vida. Tudo sem um pingo de remorso. Quem me conhece sabe que eu nunca fui assim. Sempre dei segundas, terceiras e décimas chances pra todo mundo. Sempre compreendi os erros alheios. Chorei e sofri junto. E passei a mão na cabeça de quem fingia querer o meu bem. Estou mentindo? A verdade é que, se me analisarem hoje, eu virei outra pessoa. Sou quase a mesma de sempre, mas sinto que não sou mais boazinha. Minha tolerância acabou, minha intuição fareja à distância uma cabecinha ruim. Não aceito mais ser amiga de gente mal-resolvida e que me ferra pelas costas. Não tenho raiva de ninguém, mas minha prioridade agora é uma só: Eu. Chega uma hora na vida que a gente tem que parar de ser boa com os outros e ser boa – primeiramente – com a gente. Outro dia uma amiga me disse uma frase que prometi não esquecer: Quando o ‘ajudar ao outro’ começa a te prejudicar, chegou a hora de parar. Ok. Me desculpem, então, os que larguei à deriva. Eu não vou tolerar ninguém que me faça ter sentimentos que não sejam incríveis. É uma questão de respeito com a minha própria vida. E comigo mesma. Não quero. Não posso. Não vou. Então pra você que acha que eu sou a mesma besta de sempre (que escuta, releva e põe panos quentes), um aviso: Tome cuidado comigo. Porque agora que eu sei o que me é caro, não vou mais deixar barato.
sábado, 3 de setembro de 2011
Lembro
Lembro do perfume,
do sabor do sorvete
e do som grave que saia
da viola.
Lembro da estrada,
da cama,
da comida nada carnívora.
Lembro da vela,
também do escuro e
da cor branca
do lençól azul.
Lembro
dos vícios de linguagem,
também dos bordões e
da placa do caminhão.
Adorava o guarda-chuva e
também o sorriso que ficava
em frente ao espelho.
Lembro do quadro
que constava todas
as palavras que deveria.
Lembro do protetor,
fator sessenta,
dentro da fechadura da porta.
Lembro da disputa de cor,
preto feito coca-cola e
branco feito blusa lavada com omo.
Lembro de alguns detalhes,
e outros também,
mas, do que eu mais lembro
é de você.
Jamille C, Dias
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