
Pai, onde estão teus filhos? Eu procuro e não os encontro. As pessoas têm sede de pessoas que tem a tua marca. Eu tenho sede. Porque estas pessoas têm um brilho especial, elas não querem e nem precisam está em evidencia, não querem e nem precisam está com um microfone na mão, não querem e nem precisam está em um cargo elevado, não querem e nem precisam está num palco, mas incrivelmente são as que mais brilham.
Estas pessoas, os são pescadores de peixes, são os Simões chamados de Pedro, são os Andrés, são os Thiagos e Joãos, que estão ali fazendo sua tarefa dia após dia, pescando o peixe para vender e colocar o pão dentro de casa. Conversando com os amigos, levantando cedo, pescando em meio à ventania, lutando muitas vezes contra o mar agitado, mas no outro dia estão novamente ali, pois é de lá aonde vem o sustento, e porque não dizer o sorriso, dos filhos e da esposa...
Então Jesus passava por estas pessoas, aparentemente normais, pescando seu peixe, e diz a elas: “- Parem de pescar peixes, pois eu irei fazer de vocês pescadores de homens.” E no mesmo momento estas pessoas seguiam Jesus.
Eu fico aqui com meus botões imaginando o que de especial Jesus tinha para um homem, que provavelmente tinha sua família, larga tudo e seguir-lo já que eles mal o conheciam. O que Jesus tinha de tão especial que pelo seu olhar todos largavam suas redes e o seguiam imediatamente. Se por acaso ficasse alguma dúvida a respeito de quem é este homem. Jesus, apenas, fala o local onde devia jogar as redes, a uma multidão de peixes aparecia. Jesus não precisa provar nada, pois o seu brilho o denunciava, a prova disso é que mesmo antes da multiplicação dos peixes, Pedro já o chama de mestre, tendo o (re)conhecido naquele mesmo instante.
Por isso eu me volto a perguntar. Pai, onde estão teus filhos? Aqueles que herdaram o Teu brilho e apenas o olhar os denunciam como um pregador do evangelho. Onde estão teus filhos que reconhece teu brilho mesmo nunca tido te visto antes?



