sábado, 31 de outubro de 2009

Onde estão os filhos da Cruz?


Mt 4.18-22 / Lc. 5.1-11

Pai, onde estão teus filhos? Eu procuro e não os encontro. As pessoas têm sede de pessoas que tem a tua marca. Eu tenho sede. Porque estas pessoas têm um brilho especial, elas não querem e nem precisam está em evidencia, não querem e nem precisam está com um microfone na mão, não querem e nem precisam está em um cargo elevado, não querem e nem precisam está num palco, mas incrivelmente são as que mais brilham.
Estas pessoas, os são pescadores de peixes, são os Simões chamados de Pedro, são os Andrés, são os Thiagos e Joãos, que estão ali fazendo sua tarefa dia após dia, pescando o peixe para vender e colocar o pão dentro de casa. Conversando com os amigos, levantando cedo, pescando em meio à ventania, lutando muitas vezes contra o mar agitado, mas no outro dia estão novamente ali, pois é de lá aonde vem o sustento, e porque não dizer o sorriso, dos filhos e da esposa...
Então Jesus passava por estas pessoas, aparentemente normais, pescando seu peixe, e diz a elas: “- Parem de pescar peixes, pois eu irei fazer de vocês pescadores de homens.” E no mesmo momento estas pessoas seguiam Jesus.
Eu fico aqui com meus botões imaginando o que de especial Jesus tinha para um homem, que provavelmente tinha sua família, larga tudo e seguir-lo já que eles mal o conheciam. O que Jesus tinha de tão especial que pelo seu olhar todos largavam suas redes e o seguiam imediatamente. Se por acaso ficasse alguma dúvida a respeito de quem é este homem. Jesus, apenas, fala o local onde devia jogar as redes, a uma multidão de peixes aparecia. Jesus não precisa provar nada, pois o seu brilho o denunciava, a prova disso é que mesmo antes da multiplicação dos peixes, Pedro já o chama de mestre, tendo o (re)conhecido naquele mesmo instante.
Por isso eu me volto a perguntar. Pai, onde estão teus filhos? Aqueles que herdaram o Teu brilho e apenas o olhar os denunciam como um pregador do evangelho. Onde estão teus filhos que reconhece teu brilho mesmo nunca tido te visto antes?
Onde está Pai?

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Mordomo

“Vou fazer um chocolate quente
E te esperar chegar, já com sua toalha
Na mão e na outra uma rosa
Para eu ficar na dúvida qual é a verdadeira flor

Quando você acorda vai ter um café
Lindo, te esperando e sua roupa já
Vai está separada, o perfume em cima
Da mesa e eu te esperando...

Te aguardando, queimando meus
Dedos nesta panela quente só para
Lhe servir o melhor café
Da sua vida.

Quando sair seu carro já vai está
Estacionado em frente o portão.
Limpo, cheiroso,
Digno da sua companhia até o trabalho.

Eu vou está com o celular
Todos os minutos esperando
Sua sede me gritar, sua fome
Me chamar, sua saudade....

Sua saudade me convocar:
Vem,
Eu sou teu mordomo
Com vários salários adiantados

Quando você me gritar
Eu vou está com jantar
À luz de velas te esperando
Com aquele terno branco

Que só um mordomo usa,
Em ocasiões especiais
Aquele tem por dentro uma
Camisa branca de Botões”

Escutei isso esses dias será que acredito?
Por Jamille C Dias

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Camisa de Botões


Se um dia você jogar tudo para o alto
E me convidar para tomar um sorvete
Do outro lado do atlântico,
Eu vou com você!

Se por acaso lá você quiser ser jardineiro
Não se preocupe eu mandei fazer um
Roseiral aonde você vai se perder e eu
Vou te encontrar, porque eu conheço seu perfume.

Eu mandei chover só para brincar
Na chuva com você
Eu mandei o sol sair, porque estava na
Dúvida de quem brilha mais.

Se por acaso lá você quiser ser garçom
Eu vou ser a única, a primeira, a fiel
Cliente que não vai deixar você ir embora
E se você for eu prometo te acompanhar.

Se por acaso você quiser ser salva-vidas
Eu me afogo só para você me salvar
Mas se por acaso você quiser alguém só para
Mergulhar, eu estou aqui.

Se um dia você jogar tudo para o alto
E me convidar para viajar dentro dos
Teus pensamentos,
Eu vou com você. Eu vou por você!

Por isso se por acaso você quiser
Me seqüestrar vou ser a sua refém.
A refém mais feliz...
A única refém...

Se você só quer uma amiga
Uma jovem amiga, eu estou aqui.
Se quiser uma companheira
Eu sempre estive aqui.

Se as pessoas não aceitarem
Esta nossa amizade
Eu me escondo
Dentro do seu coração.

Mas independe do mundo
O que eu quero que você
Saiba é que eu fecho os olhos
E sonho com você.

Se caso você quiser
Cuidar de mim estou aqui
Se quiser ser cuidado
Eu sempre estive aqui.

Eu não quero que nada mude
Está ótimo, eu gosto assim.
Mas se quiser eu arrumo
Minhas malas.

Eu levo minha escova,
Meu travesseiro,
Minha coberta,
Meu ursinho de pelúcia.

Não tenho presa, amor
Eu tenho todo tempo do mundo
Eu tenho o resto dos meus dias
Para usar sua camisa de botões.


Por Jamille C Dias

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Meio por acaso

Hoje foi um dia especial, aguardado, esperado, ansioso, alegre, nervoso, entretanto, não um dia feito para mim, mas para alguém tão quanto especial. E nesse contexto, meio por acaso, me deparo sentada em uma plateia privilegiada por ver, ouvir e sentir... Sentir, sentir forte, coisas que o mundo e as pessoas, não nós ensinam. Hoje, meio por acaso, eu senti o amor de DEUS estampado em rostos felizes e verdadeiros, em danças espontâneas e planejadas, sentir o amor, a saudade e um recomeço verdadeiro, ainda com marcas, mas com uma coragem indescritível.
A chuva lavava todas as estações, limpava o que de velho tinha restado, mas no final a goteira avisava que o recomeço estava por vim, com marcas do passado, mas era sem dúvida um aviso: existe um futuro, um recomeço que tinha dor, tinha marcas, tinha uma cadeira que aprisionava, mas que a dança fazia brotar o sorriso de um futuro lindo como aquilo tudo que o sol perdeu de aplaudir por está de noite, e, assim, deixando as estrelas brilharam por ele com sua própria forma de expressão: a dança.
O incrível é que, era para ser apenas mais um dia, mas não foi... Eu me sentir no teatro municipal vendo atrizes e dançarinas famosas. Famosas sim, famosas para mim e para todas as pessoas que gritavam, choravam, se emocionavam com a dança, com a expressão, com o amor e principalmente com o motivo, meio por acaso, porque aquilo tudo estava acontecendo.
No meio das estrelas tinha uma que se destacava não por ser a melhor dançarina, isso não discutimos, ela é a melhor, é a melhor para mim e para todos nos que estávamos tão ansiosos quanto. Se destacava por ser a mais alta, a que dançava com amor, com nervosismo, com verdade, com vergonha, e ao mesmo tempo, prazer em está fazendo o seu melhor, e acima de tudo, sendo o orgulho de todos, porque naquele momento ela era, sem dúvidas, a melhor namorada, a melhor amiga, amiga de infância, todos queriam de alguma forma que ela fosse, no mínimo, a menina da igreja que eu via todos os dias dançando.
Para nossa surpresa, eu nunca vi o brilho de DEUS tão claro, pois no ambiente que estava acostumada a vê-la, era o lugar onde esse “deus” mais habitava. E ai, meio por acaso, eu senti o brilho de DEUS. O brilho Daquele que deu o dom, que deu o amor, que deu disposição, vontade, verdade. Aquele que se faz presente na arte, na dança, na música, no teatro, tudo isso quando é feito com amor, já que Ele é o próprio amor.
Meio por acaso, hoje, eu escrevo aqui não te desejando que seja uma boa dançarina, isso você já é, o que eu te desejo é que você seja uma boa namorada, uma boa amiga, uma boa universitária, uma boa filha, e principalmente, todas as vezes que estiver apresentando, seja uma boa discípula usando aquilo que Ele lhe deu como instrumento. Dê um show, como esse de hoje, seja assim, como hoje, isso basta para o sucesso, porque existem pessoas que, além de acreditar em você, estão, meio por acaso, ao seu lado.
Só me resta dar a Ele toda honra, toda glória, todo louvor. Já que O mesmo lá do alto aplaudiu o espetáculo mais belo de hoje e está no trono, ansioso, esperando por outros.

Jamille Dias
27/09/09


sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Malas (des) Feitas

Porque as coisas acabam? Porque quando o pôr-do-sol está perfeito, no seu ápice, ele vai embora, porque o amor das pessoas não dura e termina como se nunca tivesse existido? Que amor é esse?
Porque quando estamos no quarto e a chuva batendo na janela, acordamos e só restam as goteiras? A chuva estava regando as plantas, estava lavando os carros, estava limpando as ruas, estava banhando os cachorros sem donos. A chuva fez um bem e foi embora.
Eu não quero ir embora, enquanto eu fiz bem as pessoas, eu quero permanecer e se for para escolher, permanecer para sempre. Quero ter um futuro ao lado de quem eu amo. Das minhas amigas, dos meus amores, da minha família, dos vizinhos, dos colegas, das pessoas, que de uma maneira ou de outra, enfeitam meu dia com seus sorrisos.
Falar igual uma amiga ‘eu quero ficar grudadinha’ com todas as pessoas que me faz bem e faz bem a elas, de um jeito que passem os anos e o legado deixado seja cheio de amor, piadas, sorrisos, conversas, noites do pijama, pólo norte, mensagens e companheirismo.
Achei a palavra-chave companheirismo, parceria, sabe? Cansei de viver uma vida bandida onde tudo é muito reciclável, usa e joga fora. Onde está o amor? Cansei de querer por perto pessoas perfeitas já que nas folhas da minha história a entrada, para os imperfeitos, é permitida.
Quero permanecer para aprender mais sobre Deus, aprender com pessoas que talvez nunca ouviram falar sobre esse Deus, mas O seguem impreterivelmente. Com pessoas que aprenderam e agora ensinam sobre Ele. Com pessoas que estão aprendendo, com pessoas que estão apaixonadas, sabe aquele primeiro amor. Com pessoas que amam... Ah, as pessoas que amam, essas sim, eu quero aprender. Aprender a demonstrar todo o amor abafado, espremido, covarde, tudo isso quem sabe por um medo não declarado que se formou por marcas de um passado bem chato.
Mas independente de qualquer passado, hoje é presente, rumo novo, nova história. Afinal, ninguém merece conviver com alguém com manias do passado. Se é um amor novo, manias novas. Estou certa? E por ai vai...
Hoje em dia, poucas pessoas me falam sobre Deus (elas acham que eu já sei de tudo), já que não vem ninguém para me ensinar estou tentando aprender sozinha. E neste caminho estou com o manual na mão e aprendendo em silêncio, epa, em silêncio não, os sons da chuva me ensinam muito, o som dos carros, o som das pessoas, os sons mexem comigo... mudam, me transformam... me renovam.
Por isso, e por todas as outras coisas, eu quero permanecer na vida de muitos com meu barulho, talvez, chato sem graça, ou talvez legal. Eu quero ficar e dessa vez para sempre.

Para Ele, aquele abraço.