Somos todos de reputação duvidosa, somos todos uma obra por fazer, isso basta para dizer que somos todos inexistentes. Existimos cada vez menos. Essa maluquice chamada modernidade só fez roubar o nosso direito de existir. Coisificamos a vida, e demos vida para as coisas.
(...)
Somos produtos em série. O mesmo tênis, a mesma roupa, o mesmo carro, as mesmas nuances desfilando nas ruas das futilidades. Reproduzimos comportamentos fugazes e medianos, reproduzimos o que é patético. O elogio da inexistência é um atestado da nossa incompetência enquanto seres humanos.
Ivan Cordeiro
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