terça-feira, 28 de setembro de 2010

A casa


Era um sábado a noite, estava frio.
Eu queria ver gente, escutar vozes,
liguei pra uma boa parte da minha agenda...
E nada.
Nenhum lugar interessante.
E desinteressante por desinteressante eu fico em casa.
Aí resolvi sair...
Fui à casa dele, É isso mesmo. Fui. Sei lá foi estranho.
Sabe aquela sensação de conhecer aquele lugar, mas ser uma desconhecida, então foi assim.
Cheguei lá, sentei, a música começou tocar, era uma música que eu gostava de escutar
quando ia lá, na casa dele.
Parecia que iria ter festa, alguém estava comemorando algo.
A casa estava linda, parece que ele tinha arrumado tudo para aquela
festa que iria ter. E que, pelo visto, tinha dado um trabalhão para tudo ficar no lugar.
Tinhas algumas pessoas ajudando, umas no fundo, outras na cozinha, outras verificando
os banheiros da casa.
Tinha outras terminando de colocar as bolas de soprarem.
Eu tinha certeza que era uma festa ou aniversário de alguém, não sei.
A casa estava linda, parecia que esperava por alguém.
No logo na garagem tinha muitas pessoas que sorriam quando você passava por elas.
Tinha até bolo de aniversário era mesmo uma festa.
Se eu tinha sido convidada para ela? Não, eu era uma penetra.
Ele, o anfritião, estava lá em algum lugar...
As músicas eram todas as minhas prediletas parecia que ele sabia quais eram.
Eu fiquei sentadinha, queita, prestando atenção naquilo tudo.
Aquela casa não me era estranha,
eu já tinha estado alí um dia, tinha certeza.
Com o passar das músicas eu tive mais certeza ainda,
cada música me lembrava um quarto da casa, da sala, de tudo...
Me lembrava as pessoas da casa.
Lembrava tmabém que um dia ajudei a encher bolas, ajudei na cozinha ou até mesmo ajudando com
as crianças para não sujar o chão, enfim eu tinha estado alí.
A casa era grande, limpa, organizada, parecia que todos sabiam exatamente o que iria acontecer
e por sinal eu desconfiava.
O anfritião estava alí, todos falavam isso. Mas eu não o vi. Ele devia está um pouco
ocupado com toda aquela festa toda.
Escutei até a voz do tal cara dono da casa.
Eu me lembrei daquela voz... Eu conhecia aquela voz como ninguém.
Mas ver, ver... Não. Ele ficou sempre lá dentro.
Aí voltei para casa com aquela voz comigo. Guardada!

Jamille C Dias

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