sábado, 26 de junho de 2010

Desabafei.

'É difícil me iludi, porque não costumo esperar muito
de ninguém. Odeio dois beijinhos,
aperto de mão, tumulto, calor,
gente burra e quem não sabe mentir
direito. Não puxo saco de
ninguém, detesto que puxem meu saco também.
Não faço amizades por
conveniência, não sei rir se não estou achando
graça, não atendo o
telefone se não estou com vontade de conversar. '
Caio F. Abreu


Queria não esperar nada das pessoas.
Não consigo, sempre espero.
Sou sempre bem gente boa e quando não sou
eu mesma me acho estranha.
Esses são os versos mais contrários a mim mesma
que Caio escreveu.
Ele é passa uma idéia de independencia que eu
ainda não aprendir a ter.
Ultimamente tenho bebido muito, beber mesmo de
chegar em casa em silêncio para ninguém me ver.
Tenho lido muito Caio Fernando Abreu, escutado
Cazuza. Sei que isso é uma fase, que vai logo passar...
Mas já se passaram mais quatro meses.
Meses de bebedeira, noitadas e muita tristeza...
Nada passou. Antes eu bebia pelas dúvidas,
agora eu bebo pela possibilidade de certeza.
E, provavelmente, amanhã eu vou beber por outro motivo.
É eu estou assim...

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