Lembro do perfume,
do sabor do sorvete
e do som grave que saia
da viola.
Lembro da estrada,
da cama,
da comida nada carnívora.
Lembro da vela,
também do escuro e
da cor branca
do lençól azul.
Lembro
dos vícios de linguagem,
também dos bordões e
da placa do caminhão.
Adorava o guarda-chuva e
também o sorriso que ficava
em frente ao espelho.
Lembro do quadro
que constava todas
as palavras que deveria.
Lembro do protetor,
fator sessenta,
dentro da fechadura da porta.
Lembro da disputa de cor,
preto feito coca-cola e
branco feito blusa lavada com omo.
Lembro de alguns detalhes,
e outros também,
mas, do que eu mais lembro
é de você.
Jamille C, Dias
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