domingo, 25 de setembro de 2011

a hora de parar


Muita coisa mudou. Deletei um monte de gente da minha vida. Tudo sem um pingo de remorso. Quem me conhece sabe que eu nunca fui assim. Sempre dei segundas, terceiras e décimas chances pra todo mundo. Sempre compreendi os erros alheios. Chorei e sofri junto. E passei a mão na cabeça de quem fingia querer o meu bem. Estou mentindo? A verdade é que, se me analisarem hoje, eu virei outra pessoa. Sou quase a mesma de sempre, mas sinto que não sou mais boazinha. Minha tolerância acabou, minha intuição fareja à distância uma cabecinha ruim. Não aceito mais ser amiga de gente mal-resolvida e que me ferra pelas costas. Não tenho raiva de ninguém, mas minha prioridade agora é uma só: Eu. Chega uma hora na vida que a gente tem que parar de ser boa com os outros e ser boa – primeiramente – com a gente. Outro dia uma amiga me disse uma frase que prometi não esquecer: Quando o ‘ajudar ao outro’ começa a te prejudicar, chegou a hora de parar. Ok. Me desculpem, então, os que larguei à deriva. Eu não vou tolerar ninguém que me faça ter sentimentos que não sejam incríveis. É uma questão de respeito com a minha própria vida. E comigo mesma. Não quero. Não posso. Não vou. Então pra você que acha que eu sou a mesma besta de sempre (que escuta, releva e põe panos quentes), um aviso: Tome cuidado comigo. Porque agora que eu sei o que me é caro, não vou mais deixar barato.

sábado, 3 de setembro de 2011

Lembro


Lembro do perfume,
do sabor do sorvete
e do som grave que saia
da viola.

Lembro da estrada,
da cama,
da comida nada carnívora.

Lembro da vela,
também do escuro e
da cor branca
do lençól azul.

Lembro
dos vícios de linguagem,
também dos bordões e
da placa do caminhão.

Adorava o guarda-chuva e
também o sorriso que ficava
em frente ao espelho.

Lembro do quadro
que constava todas
as palavras que deveria.

Lembro do protetor,
fator sessenta,
dentro da fechadura da porta.

Lembro da disputa de cor,
preto feito coca-cola e
branco feito blusa lavada com omo.

Lembro de alguns detalhes,
e outros também,
mas, do que eu mais lembro
é de você.

Jamille C, Dias

domingo, 7 de agosto de 2011

Meu desejo é que as pessoas “tomem”, degustem, apreciem, mastiguem todas as pílulas do seu blog. Não por essas palavras serem uma verdade absoluta, mas por serem suas verdades.
Sempre acreditei que escrever é um pouco de vender a alma, e vender barato, porque você está sujeito as opiniões boas e ruins dos outros, não é para qualquer um.
Uma pessoa entra, olha, comenta sobre algo que é a sua verdade. E depois de tudo, de todas as observações e comentários, você ainda permanece ali, como um livro, que é só abrir e ler novamente.

Desejo muita pílula...

Não aqueles anticoncepcionais, que não deixa as mulheres engravidarem. Desejo que as pessoas engravidem as ideias, todas as vezes que lerem seu blog.
Desejo a pílula do dia seguinte. Claro, porque não? Em que elas, as palavras, façam efeitos hoje e logo depois que amanheça.

Desejo festa, pirulito, pí(r)ula...


Escrevi isso para um amigo, um dia, há um tempo atrás!


Jamille C, Dias

sexta-feira, 5 de agosto de 2011


"Algumas coisas não servem mais. Você sabe. Chega. Perda de tempo, paciência e sentimento."


Caio F.

domingo, 24 de julho de 2011

quarta-feira, 20 de julho de 2011


Existia uma nova pessoa, ali, e isso,
era tão visível quantos os óculos.

Jamille C, Dias

"meu sumiço é covarde"


“Sumi porque só faço besteira em sua presença, fico mudo quando deveria verbalizar, digo um absurdo atrás do outro quando melhor seria silenciar, faço brincadeiras de mau gosto e sofro antes, durante e depois de te encontrar. Sumi porque não há futuro e isso não é o mais difícil de lidar, pior é não ter presente e o passado ser mais fluido que o ar. Sumi porque não há o que se possa resgatar, meu sumiço é covarde mas atento, meio fajuto meio autêntico, sumi porque sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência, pareço desinteressado, mas sumi para estar para sempre do seu lado, a saudade fará mais por nós dois que nosso amor e sua desajeitada e irrefletida permanência.”

Martha Medeiros

terça-feira, 19 de julho de 2011

"Então delete, tudo aquilo que não valeu a pena. Quem mentiu, quem enganou seu coração, quem teve inveja, quem tentou destruir você, quem usou máscaras, quem te magoou, quem te usou e nunca chegou a saber quem realmente você é."


Caio Fernando Abreu