
Sempre acreditei no amor. Mas, não em qualquer amor. Acreditei, e continuo tentando acreditar, naquele amor incondicional. Não sei se você me entende, mas é um tipo de amor, que se um dia você acordar e não quiser mais me amar, continuarei te amando, pelo que você representou em mim.
Guardo bem guardado, esse sentimento. Existem algumas pessoas que tenho tanto amor que cheguei estragar nossa relação. E hoje, é muito incondicional, se elas estão por perto ou longe. Se ainda me amam ou não, pouco importa. Parece até absurdo isso tudo, mas não é... Não para mim. Gosto delas por quem foram em minha vida, pelo que fizeram, ou até aquelas que nada fizeram. Pelo simples fato de existirem. Pelo sorriso, pelo abraço. Parece um pouco idiota... É pode ser. Mas, é assim que sinto.
Ainda acredito nesse amor, por senti esse amor. O amor que tenho pelos outros, por pessoas que acabei de conhecer, um compromisso com alguém que falei apenas duas frases.
Tenho amigos que falo todos os dias, e você é um deles. Mas, tenho outros que demoro seis meses para abraçar, e esses estão presentes todos os dias, assim como você.
Tenho amigos que eram muitos mais que amigos antes, e hoje simplesmente os vejo e falo. Mas, os amo como aqueles que me ligam e me perguntam o que eu almocei no dia.
Eu confio no amor que sinto. Confio também na frase de Martha Medeiros em que ela é muito feliz ao dizer: “É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.”
Há quem diga que isso seja muito intenso, mas é meu. Bem particular. É a típica personalidade de uma leonina.
Outro trecho que eu destaquei e guardarei desse texto de Martha que você me enviou foi: “não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido.” Não existe assunto proibido. É isso. Essa é chave. É você se sentir nu quando as palavras saírem pela boca e mesmo assim não ter vergonha de mostrar o que você pensa, o que você vê, ouve... e fala.
Eu te amo não diz tudo mesmo. E como eu disse no começo, amo muitas pessoas e ainda não disse isso a elas, ainda.
Aqui, agora, escutando Maria Bethânia, sei que há muitas pessoas que nunca direi, há outras que direi e há tantas outras que, para elas, pouco importa o que eu sinto.
Isso é a vida. Mas, não é por isso, que eu vou deixar de acreditar naquele “Eu te amo” dito debaixo do cobertor em noite de muito frio...




