sábado, 23 de abril de 2011

sexta-feira, 22 de abril de 2011


Eu te proponho
Passar uma chuva em minha casa.
Um chuva que demore a vida inteira para passar.

Jamille C, Dias

sábado, 16 de abril de 2011

When your life is tangled
You wear your disguises
But why do you need to
When I'm standing here beside you?

sexta-feira, 15 de abril de 2011

"A uma nação que não se chamava do meu nome eu disse: Eis-me aqui. Eis-me aqui."

Isaías 65:1

quinta-feira, 14 de abril de 2011


Me leva pro seu mundo
Teu segundo, teu escudo
Levo tudo, eu me mudo
Vou me aprisionar

segunda-feira, 11 de abril de 2011


"As pessoas só veem aquilo que estão preparadas para ver". (Ralph Waldo Emerson)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Olho a olho

Não posso mentir a você, não quero.
Mas por favor não fantasie, menina, não seja demasiado adolescente.
Como eu te escrevi várias vezes,
é no nosso encontro, cara a cara, olho a olho, que as coisas vão se definir.

C.F.A.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Poetas e profetas.


Qual a diferença entre poetas e profetas? Nenhuma.

Deus é poeta porque gosta de comunicar-se com versos e metáforas. Sua linguagem, carregada de símbolos, é hermética, misteriosa, para o coração cru. Para entendê-lo, precisa-se de ouvidos espirituais, sensíveis ao êxtase transcendental. Quando Deus declama o universo baila.

Os olhos de Deus procuram homens e mulheres que se disponham a encarnar seus sentimentos. Todo profeta foi chamado e enviado por Deus. Porque seu compromisso é com a vida, só a vida, Javé levanta homens e mulheres que se indignam com a sordidez, mas apaixonados com o sublime. Portanto, toda linguagem poética é profecia. Sua vocação sangra no texto, a expressão rítmica do coração de Deus vaza na tinta de sua pena. O poeta pressente o que deveria ser, mas não é; vê-se compelido a re-encantar os desanimados, a curar os desesperançados, a destilar beleza de mundos imaginários em terras áridas.

A matéria prima do profeta é a poesia. Como um artesão de cristais, o profeta maneja as palavras de maneira simples, mas com delicadeza mágica. Ele deseja mostrar que o cotidiano, com suas contradições perversas, poderia seguir outra estrada. O profeta se despeja no texto como óleo perfumado, faz-se lenho do fogo que aquece a história. Desejoso de trazer os extremos numa síntese que promova o bem, não esquece que o único absoluto é o amor, que o único bem é vida e que o único alvo é a valorização do instante.

Poetas e profetas rejeitam redomas, estufas, viveiros, gaiolas. Eles trocam os tapetes pelo chão batido. Solitários, só obedecem o compasso do próprio coração; indomáveis, revoltam-se com o ordinário; irrequietos, perturbam o normal.

Poetas e profetas não defendem reputação. Alvos fáceis dos ímpios quando negam a história – só as gerações futuras lhes fazem justiça. Pedras do meio do caminho, chateiam; indestrutíveis, semeiam trigo que se fará o pão do idealista, do revolucionário.

Poetas e profetas são contraditórios. Jonas era compassivo e ranzinza; Fernando Pessoa, repleto de heteronômios, otimista e pessimista; Drummond, ateu e crente; Oséias, ingênuo e perspicaz; Vinicious, puro e devasso; Chico Buarque, gênio e banal. Todos, algemados pelo amor, sentem-se livres para vivenciar as inconsistências humanas.

Poetas e profetas são alquimistas. Fazem das palavras poções que encantam; seus feitiços temperam a vida. Os profetas criam sabores exóticos. Usam verbos fortes e inebriam a imaginação. Só eles conhecem o segredo de transformar o transcendental no plausível.

Poetas e profetas são alados; vivem nas nuvens, mantêm perene parceria com os anjos; adoram no silêncio das montanhas; escutam a bruma dos vales; agasalham-se sob o manto platinado da lua. Os poetas não temem ausências, a solidão não lhes amedronta. Profetas são selvagens como os tigres e os poetas, enigmáticos como as águias.

Poetas e profetas nasceram no pé do arco-íris; resgatados do Nilo, crescem como príncipes; sensíveis, choram com o ponteio da harpa; tornam-se parceiros dos humildes, dos mansos e dos puros de coração. Contudo, o destino deles é a cruz.

Soli Deo Gloria.
Ricardo Gondim.

domingo, 3 de abril de 2011


When I was feeling down, you made that face you do
There's no one in the world that could replace you
Littlest Things, Lily Allen

terça-feira, 29 de março de 2011


“(...) regras não servem pra mim. Não tenho vocação pra bailarina, tenho fobia de linha reta, tenho o corpo livre, o espírito solto, sou do mundo, das conquistas, das novidades, vou construindo fatos e lembranças nas esquinas. A vida que tem lá fora gritou e eu não ouvi. Agora me movo a passos curtos, ziguezagueando por entre mudas de flores recentes que querem ser botão. Eu quero ser flor: quero terra viva que se mova e me faça mover.”

(Verônica H.)