segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011


Certas coisas só são amargas se a gente as engole.
Millôr Fernandes


Millôr Fernandes é internado no Rio de Janeiro
Escritor está em Clínica na Gávea, na Zona Sul. Por pedido da família, motivo da internação não foi divulgado

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Ele é lindo!


‘Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, estou tentado a acreditar que tenho licença para dar alguns. Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja aqui vão alguns, que julgo valiosos.

Meu primeiro conselho : Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo o coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha.Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro.

E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham, porque são incapazes de sonhar.E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma.

A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse:

- ‘Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo.

‘E ela respondeu:-’Eu também não faço, meu filho.

‘Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar e realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.

Meu segundo conselho: Pense no seu País. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal, é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como homens. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassu.

Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: ‘Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito’. É exatamente isso que está escrito na carta de Laodicéia: Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito, ou seja, é preferível o erro à omissão, o fracasso ao tédio, o escândalo ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso.

Colabore com seu biógrafo.Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido, tendo consciência de que cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro.
Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar, sempre, com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra.

Não use Rider, não dê férias a seus pés. Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: ‘eu não disse!’, ‘eu sabia!’. Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa. Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar.

Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso.

Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio (que é a morada do demônio) e constrói prodígios.

O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito o que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas japoneses, que trabalham de sol a sol, construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta. Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho.

Trabalhe!

Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo (que é mesmo o senhor da razão) vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão.

E isso se chama SUCESSO.
Nizan Guanaes

Ainda guardo um retrato antigo
Mas agora que você cresceu
Não se parece nada comigo...

Composição: George Israel/Paula Toller

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Quase Sem Querer


Tenho andado distraído,
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso,
Só que agora é diferente:
Estou tão tranqüilo e tão contente.

Quantas chances desperdicei,
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém?!...

Me fiz em mil pedaços
Pra você juntar
E queria sempre achar
Explicação pro que eu sentia.
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira,
Mas não sou mais
Tão criança a ponto de saber tudo.

Já não me preocupo se eu não sei por que.
Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê
E eu sei que você sabe, quase sem querer
Que eu vejo o mesmo que você.

Tão correto e tão bonito;
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos!
Sei que, às vezes, uso
Palavras repetidas,
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?

Me disseram que você
Estava chorando
E foi então que eu percebi
Como lhe quero tanto.

Já não me preocupo se eu não sei por que.
Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê
E eu sei que você sabe, quase sem querer
Que eu quero o mesmo que você.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

"Quando todos estão pensando a mesma coisa, é sinal de que ninguém está pensando"

Lindo.


Sorriso largo,
meiguice no olhar,
pensamentos transformam em palavras,
gestos em atitudes,
mostrando suas qualidades e virtudes,
linda rosa que floresce no amanhecer,
que enebria as noites enluaradas,
com esse jeitinho doce de ser.

Érica Soares

Quando meia volta é ir pra frente

Em 1998, cinco profissionais da Wieden +Kennedy Amsterdã que trabalhavam diretamente com a principal conta da agência, a Nike, saíram da empresa para montar seu próprio negócio com um cliente inaugural não menos tentador: a Adidas. Assim nasceu a 180 Amsterdam, em 1 de outubro em 1998. O nome foi escolhido quando um deles leu, dias antes, um texto de Francis Ford Copolla falando sobre a importância de se correr riscos e de dar meia volta quando se está diante de um problema. Pouco tempo depois, foi criado o conceito "Nothing is Possible" e a 180 começou a ganhar cada vez mais espaço dentro da Adidas, passando a desenvolver todas as suas estratégias criativas globais. Fundada sob um conceito multidisplicinar e com foco em entregar uma grande idéia por meio do canal que mais for apropriado, a 180 depois de alguns anos de estrada, firmou parceria com a TBWA para que a rede veiculasse suas campanhas criadas para o principal cliente nas diversas unidades globais. Tal entrosamento levou à compra da rede pela Omnicom, em 2006. Andy Fackrell, diretor executivo de criação da 180 e que faz parte do grupo que deixou a W+K, explica que essa mudança de status - de agência independente para pertencer a um grande grupo global - abriu portas para clientes importantes, como Sony, que resultou inclusive na abertura do segundo escritório da 180, em Los Angeles, em janeiro de 2007. "Tínhamos muito medo de dar esse passo, mas hoje posso afirmar que continuamos no controle da situação mantendo nossa essência e a relação com a TBWA e com o Lee Clow (chief creative officer da TBWA\Worldwide) é ótima", diz. Fackrell não perde a oportunidade para dar uma alfinetada no seu antigo cliente. "O conceito 'Nothing is Impossible' é muito mais adequado e envolvente do que o 'Just do It' (Nike), além do mais a marca Adidas tem um apelo muito maior", diz negando haver qualquer questão pessoal nessa colocação. Assim, como a agência que deu origem à sua formação, a 180 também possui uma equipe bastante globalizada, 25 países estão representados entre os 130 funcionários, incluindo aí um designer brasileiro, Yomar Augusto. "Essa é uma característica de Amsterdã, somos uma cidade internacional e isso faz com que nossa equipe seja mesmo multifacetada, o que é ótimo para a nossa proposta de entregar a melhor idéia em qualquer disciplina", diz Andy, ele próprio um neozelandês. Hoje, a carteira de clientes da 180 é formada, além de Adidas e Sony, por Amstel, segunda marca de cerveja da Holanda (atrás apenas de Heineken), BMW, Glendiddich (uísque) e Omega. Veja a seguir um dos recentes filmes institucionais criados pela agência para a Adidas, que mostra a história do fundador da marca Adi Dassler.

Como criar publicidade que vende


O título não é novo e não é meu.



No final da década de 60, David Ogilvy conduziu sua agência a uma série de "house ads" que fizeram época pela quantidade de palavras e pela apresentação de lições sobre como fazer publicidade que funciona.



Um dos anúncios dessa série, publicado pela primeira vez quando eu estava aprendendo a andar, trazia o título deste post "How To Create Advertising That Sells" e endereçava questões que nunca deixaram de ser atuais:

. Posicionamento
. Promessa
. Imagem de Marca
. Big Idea
. Diferenciação
. Personalização e envolvimento
. Inovação: Start Trends
. Foco em seduzir pessoas e prêmios como consequência
. Segmentação psicológica (no final dos anos 60, David Ogilvy posicionava a Mercedes- Benz para atender não-conformistas que zombavam dos símbolos de status e rejeitavam apelos de esnobismo)
. O valor do novo ("don´t bury news")


Estes e outros pontos, alguns - hoje - bastante polêmicos, estão endereçados no anúncio repleto de palavras criado pela Ogilvy no final dos anos 60. Eu sugiro que você abra mão de concordar ou não e invista um tempo lendo ou relendo esse clássico da publicidade mundial.



Uma volta ao que já fomos que pode valer super a pena em tempos de discussões sem fim sobre quem somos, onde estamos e pra onde vamos: http://bit.ly/dy3CKY



Ana Paula Cortat é vice-presidente de Estratégia de Marca do Grupo Isobar no Brasil

Twitter divulgou uma lista com os dez tuítes mais retuitados do ano.

Como parte de uma retrospectiva que vem fazendo desde a semana passada, o Twitter divulgou uma lista com os dez tuítes mais retuitados do ano. O ranking foi dominado por personalidades ligadas à música, como Drizzy Drake, Lil Wayne, Justin Bieber, Joe Jonas, Rihanna, Lady Gaga e Kayne West.

O primeiro lugar, no entanto, ficou com o comediante norte-americano Stephen Colbert, que, no dia 16 de junho, escreveu uma frase sobre o vazamento de óleo no Golfo do México – assunto mais comentado de 2010 na rede de microblogs. “Em homenagem aos pássaros encharcados de óleo, ‘tweets’ [pius] agora são ‘gurgles’ [borbulhos]”, postou.

“O humor é uma parte chave da experiência no Twitter, e a lista dos mais retuitados reflete a forma como as pessoas usam o serviço para comédia ou paródia”, descreveu Jodi Olson, da equipe de comunicação do Twitter, no blog oficial da companhia.

O segundo tuíte mais retuitado foi um do cantor e ator canadense Drizzy Drake. “Sempre ignoramos os que nos adoram e adoramos os que nos ignoram”, escreveu o artista em 18 de setembro. Entre as demais há uma mensagem do rapper norte-americano Lil Wayne que dizia apenas “Aaaaaaahhhhhhmmmmm baaaaakkkkkkkkkk! [estou de volta]”.

A lista completa pode ser conferida no hotsite “Year In Review” do Twitter. Nos últimos dias, a empresa já publicou uma relação dos tuítes mais poderosos do ano, das personalidades que aderiram à ferramenta nos últimos 12 meses e um ranking com os assuntos mais comentados na rede de microblogs em 2010.