quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Interrompemos nossa programação para um papo sério... Dentro de instante segue nossa programação normal. (Parte I)


Esses dias me peguei olhando para esse blog e notei que ele está com uma cara de adolescente de treze anos apaixonada.
Vamos mudar isso agora.
Vamos bater um papo sobre coisas sérias... Tema de hoje: O Sistema capitalista na economia, na publicidade e na teologia, minhas três grandes paixões. Ah, não, eu apaixonada por economia, não isso está errado. Minhas duas grandes paixões, vamos deixar economia de fora disso.
A verdade é que eu tenho me encantado dia após dia com a economia. A publicidade me raptou logo cedo, então não tive como escapar. E a teologia é algo que grita um pouco dentro de mim, minhas curiosidades, minhas interrogações, enfim... É por aí.
O grande problema é que a economia, a publicidade e a teologia caminham juntas e separadas, existe um paradoxo sem fim entre elas. Mas, vamos à adiante...
A economia consiste na produção, distribuição e consumo de bens e serviços, ela tem o papel de alocar os recursos limitados distribuindo a necessidades ilimitadas. Também tem o papel de fazer com que a economia gire, seria como se o governo só investisse naquela praça do bairro porque ele precisa fazer com que a moeda circule, sendo assim, gastando com cimento o funcionário da loja de cimento recebe o salário e gasta no mercado do bairro, com isso a economia gira e todos ficam felizes. Lógico que a economia é mais que isso. Mas no fim das contas, é só isso. O governo gasta, não porque a praça precisa de uma boa reforma, ele gasta porque precisa que o funcionário da loja de cimento compre pão na padaria da esquina. É basicamente isso. Vendo um exemplo solto é complicado de entender, mas vamos olhar para todos os empreendimentos milionários do governo. Todo esse dinheiro vai para o bolso da população de uma forma indireta além de beneficiar com uma boa infra estrutura, quando é feita. Lógico que também não podemos deixar de falar sobre a corrupção, ela vem também dessas obras gigantescas. Gastasse na prática 200mil para reformar uma praça, mas para um governador, não sei por que, é 500mil. É o Brasil, meu povo. É por aí.
Outra abordagem sobre a economia pensando em outro assunto: os cinco maiores distribuidores de armas são os EUA, o Reino Unido, a França, a Rússia e a Alemanha, que são também as cinco potências mundiais, as cinco bases nucleares mais importantes e os cinco países que mais e melhores serviços humanitários prestam. Ou seja, estes grandes produzem as armas, contribuindo para o clima de guerra, e depois vão auxiliar os países pelos quais as distribuíram. Acho que há que repensar algumas coisas importantes. É assim que se ganha, que nos tornamos grandes? A atirar o outro às cobras e depois indo lá buscá-lo, débil e fragilizado, fazendo-nos de heróis da pátria? É o mundo, meu povo. É por aí.

(Parte II)


Muitas pessoas levam um susto quando eu falo que sou apaixonada pela publicidade: “Como assim, uma estudante de economia?” Mas, é a pura verdade. Soa estranho dizer que alguém que estuda para alocar os recursos naturais e distribuir a população e cada vez mais estuda a conscientização para a responsabilidade da economia ao meio ambiente, goste de fazer anúncios que levam as pessoas a consumir mais, fazer com que toda a responsabilidade de um economista e sua responsabilidade social desapareça, é estranho.
A publicidade é uma atividade profissional dedicada à difusão pública de idéias associadas a empresas, produtos ou serviços, especificamente, propaganda comercial. Certa vez um dos mais conceituados publicitários do Brasil, Roberto Menna Barreto disse o seguinte: “As pessoas me perguntaram se eu ensino como ser criativo. Eu lhes respondi contando a história daquela senhora que entrou numa loja e perguntou à vendedora: — Eu gostaria de comprar uma camisola preta bem sensual e provocante. — Minha senhora - respondeu a vendedora -, podemos lhe vender uma camisola preta. O resto é com a senhora...” Eu guardei essa história comigo, ela me diz tanta coisa. Tem gente que estuda publicidade que lêem livros sobre criatividade, mas eu diria que a publicidade não se estuda não se aprende a ser publicitário. Você pode ter uma camisola preta se não for sensual e provocante o efeito não será o mesmo.
Diariamente eu vivo um conflito de idéias sobre a economia e a publicidade. Eu adoro a idéia de responsabilidade social, acredito que se uma pessoa que tem um celular que faz ligações recebe ligações não tem necessidade de trocar de celular a cada três meses. O que será do mundo daqui alguns anos, as calças jeans vão ter que vim com cincos bolsos, um para cada celular. Porém, quando partimos para uma situação pior. Carros, o transito, congestionamento. Como será daqui dez anos onde vamos colocar os 1.000(mil) carros vendidos por dia em São Paulo? Isso me assusta.
Mas depois me sobre vem uma onda de paz que é saber que o ser humano é capitalista por si só. Ele não precisa de uma ajuda de um publicitário para gastar de forma errônea. O preço está barato vamos às compras... Saiu uma novidade vamos às compras... O que a propaganda faz é só avisar que o preço está barato e que lançou um novo celular de três chips. O papel da publicidade é determinante na divulgação, distribuição e venda desse produto. Mas a responsabilidade de comprar o que não precisa só porque é lançamento, é exclusivo, é novo, estar barato é totalmente nosso. Nos somos capitalistas.
Vira e meche escuto as pessoas falando sobre novelas o ultimo capitulo é hoje, você viu o marido traio a amante com outra amante. O grande programa da televisão é a publicidade. Sim, não são as novelas, os filmes ou as séries, por exemplo, que são interrompidos para passar a publicidade, o que é interrompido é a publicidade e esses programas de entretenimento não passam do intervalo desta. As novelas são as mesmas, sexo, traição e mentira, o que muda são as roupas, os personagens, as casas, se vai ser aqui no Brasil ou fora, o que muda é os detalhes, o enredo é o mesmo.
Sim, eu fico aqui defendendo a publicidade, por ser minha grande paixão, mas temos também que olhar o lado obscuro da coisa. O ser humano é cheio de necessidades, mas essas necessidades “desnecessárias” só apareceram com o assédio a que a mídia nos expõe e que nós, ao deixarmo-nos “violar”, fazendo com que cresça. Mas vejamos bem, nós nos deixamos nos violar. E falando em violar me lembrei de uma história que um grande amigo meu me contou, ele me disse que esses dias que desligou o telefone e quando uma pessoa encontrava com ele na rua falavam: “Mas, moço, estou te ligando a um tempão e você com o seu celular desligado?” Ele respondeu: “Sabe o que é moça, é que o celular é meu, então usei e desliguei.” Nós não percebemos, mas estamos sendo violados pelos os celulares sendo obrigado a ficar disponível 24 horas por dia à qualquer pessoa e ser por um acaso desligarmos o nosso próprio celular escutamos: “ você tem celular para que?”. Aí se isso acontecer com você diz como meu amigo: “O celular é meu e eu desligo quando quiser”.
“Propaganda serve, sabe para quê? Para se ganhar dinheiro! Para se ter tempo! Tempo de escrever, de ler, tempo de produzir coisa séria!” Menna, sábio, já sabia o que estava dizendo.
É difícil acreditar que, atualmente na Argentina você pode estudar medicina online, que a célula tronco pode salvar vidas e que a terapia combinada aumentou a sobrevida dos portadores de HIV. O sistema capitalista ajudou nessas conquistas, não podemos ser cegos diante disso. O sistema capitalista como tudo na vida tem seu lado bom e ruim. Os avanços tecnológicos e na saúde é ligado a um grande avanço desse sistema.

(Parte III)


Partindo agora para a teologia, esta que me tira o sono e que me fazer dormir tranqüila. A teologia em si é linda. Algumas pessoas contribuíram para essa minha grande paixão: Philipi Yanchey, Max Lucado, Leonardo Boff. Eu aprendi muitas coisas com eles, aprendi também muitas coisas na bíblia, aprendi o fundamento da vida que é o amar a Deus e ao próximo.
Eu acredito na teologia do amor e que sem ele você não chega a lugar algum. Acredito que um homem carnal (como eu e você) não abominaria seu filho por pior que ele seja e Deus não faria o mesmo, sendo Ele o próprio amor. Acredito sim em um Deus de justiça, acredito sim no Deus de milagres, acredito mais ainda do Deus que continua sendo Deus se o milagre não acontecer. Acredito e amo esse Deus. E prego ele muitas vezes sem falar sobre Ele. Tento pregar amando as pessoas que estão perto de mim. Ouvi e aprendi sobre esse Deus com pessoas que hoje eu tenho um respeito imenso, assistir e escutei pessoas dançarem e cantarem para esse Deus e acreditei mais do que nunca que Ele é realmente o puro amor.
Ligando a teologia à responsabilidade social as pessoas confundem essa tal responsabilidade com a caridade. A responsabilidade social é obrigação de todos, a caridade é feita por aqueles que seguem o cristianismo, mas diria que ela é feita por todas as pessoas que acreditam na teologia do amor, mesmo sem conhecê-la e nunca ter ido a uma igreja.
A teologia me responde e me indaga dia após dia. Mas ela tem algo concreto: Deus é Deus e acabou, mas antes Dele ser Deus, Ele é seu Pai, nosso Pai.
Muitas coisas me fizeram afastar dessa teologia, mas eu não as culpo, talvez a culpa seja mesmo minha, que acreditei demais, iludi demais. Li o manual e me encantei pelo produto, não sabendo que qualquer produto pode ter defeitos. A instituição é algo bacana, é como o SUS na teoria é o melhor plano de saúde, só que na prática...
A teologia da prosperidade me lembra Silvio Santos. O senhor Abravanel, carioca, nascido aos 12 de dezembro de 1930 fez fama e dinheiro, dentre outras coisas, vendendo o tão conhecido Baú da Felicidade: Um carnê de pagamento mensal que recompensava a fidelidade financeira dos seus clientes, com prêmios e mais prêmios. Eram eletrodomésticos, móveis, brinquedos, automóveis e até imóveis. Bastava adquirir o carnê e pagar todos os meses, rigorosamente em dia - como fazia questão de frisar o apresentador - para ter direito aos prêmios. [...] Depois era só passar em uma de suas lojas e trocar o carnê pago por mercadorias. Ficou rico, fez fama e “ajudou” muita gente a realizar o sonho da casa própria.

Hoje em dia, quantos são aqueles que querem fazer do seu carnê de dízimo, um carnê do Baú da Felicidade? Quantos são aqueles que, direcionados por seus líderes, acham que têm algum privilégio diante de Deus só porque pagam em dia a mensalidade? A igreja tem se tornado num clube de investimento, numa espécie de bolsa de valores celestial. Você aplica hoje e amanhã tem rendimentos: Sete vezes mais, cem vezes mais, sei lá quanto; tudo vai depender da sua fé e da sua fidelidade financeira.
Isso me incomoda, mas o que mais me decepciona é saber que a igreja somos nos. E que mais uma vez a culpa é nossa.
“A desgraça chamada de Teologia da Prosperidade é uma das coisas mais demoníacas que já aconteceram à “igreja”; e uma das principais responsáveis por pegar o que restou da Igreja, saqueando-a de suas ultimas purezas, e, assim, tornado-a “igreja”. Afinal, que negócio é mais lucrativo na Terra do que a religião?” disparou Caio Fábio.
Mas volto a repetir a culpa é nossa. Nos somos a igreja.
Mas sabe de uma coisa, é segredo, não conta para ninguém, eu ainda acredito na igreja. Acredito pelas crianças, pelas cestas básicas, pelos projetos beneficentes que fazem as pessoas serem mais dignas, acredito no louvor, na dança, nas orações das senhoras, acredito! Eu ainda acredito nas pessoas, já que elas são a própria igreja. Mas, mais do que isso eu acredito em Deus, o transformador de pessoas... Aquele que naquele que transforma o coração. Aquele que abre os olhos dos que vêem, que cura os que andam. E principalmente aquele que diz: ”ninguém te condenou? Eu também não condeno”. Aquele que muda a vida de pessoas não para elas saírem do “mundo”, mas só para saberem que elas têm um Pai que as ama e que cuida delas mesmo elas nem o conhecendo direito. Nesse Deus eu acredito. Isso é a minha teologia, meu povo. É por aí.

Jamille C Dias

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Baila


Baila bailarina,
Dança mulher feito menina
Por que a vida é uma intensa dança
E esta é tua sina, viver, dançar

Não deixe apenas que a música
Guie teu destino
Mas faça do seu destino
Sua alma sinta correr em suas veias,
a música que nutre, que conduz, que acalma

E sagrada seja sua dança, sua vida
Pinte no quadro da sua jornada
Uma obra que de inacabada
Jamais termina, nunca finda
Pois dançar a sua dança
É viver, eternamente, intensamente
Sagrada!!!

Renê Dalton Raposo

A casa


Era um sábado a noite, estava frio.
Eu queria ver gente, escutar vozes,
liguei pra uma boa parte da minha agenda...
E nada.
Nenhum lugar interessante.
E desinteressante por desinteressante eu fico em casa.
Aí resolvi sair...
Fui à casa dele, É isso mesmo. Fui. Sei lá foi estranho.
Sabe aquela sensação de conhecer aquele lugar, mas ser uma desconhecida, então foi assim.
Cheguei lá, sentei, a música começou tocar, era uma música que eu gostava de escutar
quando ia lá, na casa dele.
Parecia que iria ter festa, alguém estava comemorando algo.
A casa estava linda, parece que ele tinha arrumado tudo para aquela
festa que iria ter. E que, pelo visto, tinha dado um trabalhão para tudo ficar no lugar.
Tinhas algumas pessoas ajudando, umas no fundo, outras na cozinha, outras verificando
os banheiros da casa.
Tinha outras terminando de colocar as bolas de soprarem.
Eu tinha certeza que era uma festa ou aniversário de alguém, não sei.
A casa estava linda, parecia que esperava por alguém.
No logo na garagem tinha muitas pessoas que sorriam quando você passava por elas.
Tinha até bolo de aniversário era mesmo uma festa.
Se eu tinha sido convidada para ela? Não, eu era uma penetra.
Ele, o anfritião, estava lá em algum lugar...
As músicas eram todas as minhas prediletas parecia que ele sabia quais eram.
Eu fiquei sentadinha, queita, prestando atenção naquilo tudo.
Aquela casa não me era estranha,
eu já tinha estado alí um dia, tinha certeza.
Com o passar das músicas eu tive mais certeza ainda,
cada música me lembrava um quarto da casa, da sala, de tudo...
Me lembrava as pessoas da casa.
Lembrava tmabém que um dia ajudei a encher bolas, ajudei na cozinha ou até mesmo ajudando com
as crianças para não sujar o chão, enfim eu tinha estado alí.
A casa era grande, limpa, organizada, parecia que todos sabiam exatamente o que iria acontecer
e por sinal eu desconfiava.
O anfritião estava alí, todos falavam isso. Mas eu não o vi. Ele devia está um pouco
ocupado com toda aquela festa toda.
Escutei até a voz do tal cara dono da casa.
Eu me lembrei daquela voz... Eu conhecia aquela voz como ninguém.
Mas ver, ver... Não. Ele ficou sempre lá dentro.
Aí voltei para casa com aquela voz comigo. Guardada!

Jamille C Dias

gostei


"Mas já que eu não posso sair da sua vida,
Peço que você entre na minha..."

"Quanto ao resto, bom, ninguém nunca precisou de restos para ser feliz."

Não sou sempre flor. Às vezes espinho me define tão melhor. Mas só espeto os dedos de quem acha que me tem nas mãos.
Raquel de Queiróz

"esse meu lado silencioso tem me feito notar que as palavras são até mais vibrantes e coloridas quando você gasta menos tempo falando. como escreveu madonna: “suas ações falam mais que palavras, que são apenas palavras, a não ser que sejam verdadeiras.”
porque falar às vezes é como muita luz que cega! já esteve num ambiente em que todos falam demais, ao mesmo tempo, e você simplesmente não ouve mais nada? pois então."
Lucas Dantas

É como se o tempo estivesse parado e voltasse a correr.

Decide-se estar ali, apesar de.

"Perdoem o silêncio, o sono, a rispidez, a solidão. (...) endureci um pouco, desacreditei muito das coisas, sobretudo das pessoas e suas boas intenções... Porque o amor faz a gente sentir dor em lugares que a gente nem sabia que existia. Me perdoem as pessoas tem algumas que pagam pelas outras..."

"... A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem..." Guimarães Rosa

"Toda a gente tem o seu lado obscuro - desde que tudo corra bem - é preferível não conhecer."
(Carl Jung)

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Zeca Baleiro


"vou te convidar pra dançar na chuva"

"sou do tempo em que farmácia só vendia remédio"

"Quando ela dorme em minha casa
O mundo acorda cantando"

"Não quero nada
Essa estrada eu já sei aonde vai dar
Vai dar em nada,
Não quero ir, nem voltar"

"Te dou um Céu
Cheio de Estrelas
Feitas com caneta bic
Num papel de Pão."

"a saudade
é um filme sem cor
que meu coração quer ver colorido"

"Vejo os pombos no asfalto
eles sabem voar alto
mais insistem em catar as migalhas do chão"

"Hoje eu acordei
Com uma vontade danada
De mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho
E desejar bom dia
De beijar o português
Da padaria..."

"Morena, minha vida é tua...
Prometo te dar a lua, se a lua tu me pedir..."

"Eu estou tão cansado
Mas não prá dizer
Que não acredito
Mais em você"

"Qual é a parte da tua estrada
No meu caminho
Será um atalho
Ou um desvio"

"O coração do homem-bomba faz tum tum
Até o dia em que ele fizer bum!"

"vamos ao cinema
a vida é cinema
já vi esse filme
sempre o mesmo filme"

"Eu entro no meu carro e corro
Corro demais só pra te ver, meu bem"

"Mas se eu digo: Venha!
Você traz a lenha
Pro meu fogo acender"

"Vou fazer de tudo o que eu puder
Eu vou roubar essa mulher pra mim
Eu posso te ligar a qualquer hora
Mas eu nem sei o seu nome!"

"Há mais solidão no aeroporto
Que num quarto de hotel barato"

"Ai, morena! Viver é bom
Esquece as penas
Vem morar comigo"

"Você é má
Mas há de ter um bem"

"Nada tenho vez em quando tudo
Tudo quero mais ou menos quanto"

"A depender de mim
Os psicanalistas estão fritos
Eu mesmo é que resolvo os meus conflitos"

"A depender de mim
Os publicitários viram bolhas
Eu sei como fazer minhas escolhas"

"Meu amor, meu bem me leve
De ultraleve
De avião, de caminhão
De zepelim..."

"Eu bem que tento
Tento entender
Mas a minha alma
Não quer nem saber
Só quer entrar em você
Como tantas vezes
Já me viu fazer..."

"Você vai comigo aonde eu for
Você vai bem, se vem comigo
Serei teu amigo e teu bem
Fica bem, mais fica só comigo..."

"Vem logo
Vem curar teu nego"

"A nossa casa querido
Já estava acostumada, aguardando você
As flores na janela
Sorriam, cantavam por causa de você"

"Vem já pra fora, meu bem,
que só aqui é que tem,
calor e adrenalina."

quinta-feira, 23 de setembro de 2010


"Não nos deixar cair em tentação,
é o mesmo que dizer: Não nos deixar ver quem realmente somos"
Arthur Schopenhauer

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Se acaso me quiseres.


A felicidade
Morava tão vizinha
Que, de tolo
Até pensei que fosse minha
Chico Buarque


Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Chico Buarque

Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
Chico Buarque

Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa.
Chico Buarque

Quero ficar no teu corpo feito tatuagem
Que é pra te dar coragem
Pra seguir viagem
Quando a noite vem
E também pra me perpetuar em tua escrava
Que você pega, esfrega, nega
Mas não lava
Chico Buarque

Quem me vê sempre parado, distante
Garante que eu não sei sambar
Tou me guardando pra quando o carnaval chegar
Chico Buarque

Guarda-Me, Como a Menina dos seus Olhos.
Ela é a Tal, Sei que Ela pode ser Mil, Mas não existe outra igual.
Chico Buarque

Menino quando morre vira anjo; Mulher vira uma flor no céu; Malandro quando morre vira samba.
Chico Buarque

Vou colecionar mais um soneto
Outro retrato em branco e preto
A maltratar meu coração
Chico Buarque

"Hoje lembrando-me dela; Me vendo nos olhos dela; Sei que o que tinha de ser se deu; Porque era ela; Porque era eu"
Chico Buarque

"Olhos nos olhos
Quero ver o que você diz
Quero ver como suporta me ver tão feliz"
Chico Buarque

Não se afobe não que nada é pra já!
Chico Buarque

"Solidão é quando nos perdemos de
nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma".
Chico Buarque de Holanda

"...Pois já forjou o seu sorriso
E fez do mesmo profissão..."
Chico buarque

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

elas sempre deixam


Márcio, um menino bonito, alto, que usava boné sempre azul, aos 19 anos andando pelo pátio do colégio avistou Clara, menina de 16 anos que usava tranças no cabelo e sempre vestidos brancos, sentada no banco conversando com o porteiro Sr. Feliciano, que além de porteiro cuidava da escola, Clara encontrava ali um grande amigo, apesar da idade avançada, eles tinham uma amizade incomparável, ela tinha Sr. Feliciano como Pai.
Marcio passeando pelo pátio todas as manhãs na hora do intervalo passa por Clara, e apenas sorria e mexia no boné com aquele ar de vergonha. Clara não entendia porque aquele menino todas as manhãs falava com ela com aquele olhar envergonhado, pois o que Clara mais queria era que ele fosse até ela e perguntasse o seu nome, afinal, Marcio era o único menino da escola que Clara achava bonito desde a 4ª série.
Sr. Feliciano sabia de toda a história, contudo não podia fazer muita coisa afinal ele era apenas o porteiro e Clara era como se fosse sua filha e o ciúme de pai impedia qualquer atitude dele. Contudo a amizade deles eram inacreditável todos do colégio queriam saber por que uma menina tão linda, todos os intervalos vai conversar com o simples porteiro da escola, que mau falar correto sabe?
Marcio achava Clara uma menina encantadora, por ser uma menina simples, meiga, linda. Ela admira por ver ela sempre conversando com o porteiro, em quanto suas amigas estavam falando do menino que tinham ficado no dia anterior. Marcio com certeza era um desses meninos, pois era o menino mais cobiçado do colégio. Entretanto Marcio não gosta de nenhuma, fazia aquilo para passar o tempo, para mostrar para todos os amigos que ele era o garanhão da escola. Clara sempre ficava sabendo de tudo, afinal Marcio namorava com a sua melhor amiga Vanessa, porem Clara nunca havia contado que gostava dele desde 4º série. Pois sabia que sua amiga gosta dele, do jeito dela, mas gostava.
Um belo dia o Sr. Feliciano resolveu conversa com Marcio, pois via que Clara realmente gostava dele e ele era a única ponte entre os dois. Ele foi decidido à conversar seriamente com Marcio sobre toda a história. E lá foi o Sr Feliciano, calça meio rasgada, chapéu de palha e o vassoura da mão. Na hora da saída gritou Marcio dizendo que precisava falar com ele. Marcio porem não escutou, pois os barulhos de todos saindo ao mesmo tempo, as brincadeiras de todas as classes, o som e a multidão não deixaram. Sr. Feliciano saiu atrás de Marcio correndo pela rua, gritam, pois daquele dia o ele tinha decidido a fazer a menina Clara feliz custasse o custasse, mesmo sabendo que Marcio não a merecia porque ele namorava com todas da escola.
Então Sr Feliciano correu atrás de Marcio no momento em que atravessava a rua gritando, Marcio olhos para trás e gritou: “- Cuidado, olha o carro!” Porem já era tarde de mais o Sr Feliciano tinha sido atropelado por uma moto que vinha em alta velocidade. Todos se reunirão em volta de Sr Feliciano que tinha se machucado muito e estava com a respiração lenta. Marcio chegou e olhou para ele: “- Seu Feliciano?”, contudo já era tarde de mais, só deu tempo o senhor Feliciano dizer: “- Cuida bem de minha menina.”
Marcio desesperado foi atrás de Clara que não sabia do que estava acontecendo. E chegando até ela só soube dizer: “- Eu vou cuidar de você menina, para sempre.”
O Sr. Feliciano morreu buscando a felicidade de Clara. Algumas pessoas morrem buscando a felicidade da outra, mas elas sempre deixam alguem para cuidar da gente.


Jamille C Dias