A idéia é te dar meu presente
Não meu passado porque ele é ausente
Nem te prometo o futuro porque ele é incerto
Eu te prometo minha certeza
Aquilo que é certo.
O presente, o embrulho do pacote, o laço do envelope.
Que criará o passado e nos fará viver o futuro
Um futuro sempre presente no passado.
Um futuro, cheio de lembrança do presente, vivido mais que perfeito.
O presente
nos dará o futuro
e depois nos cobrará o passado.
Nos lembrará do risos feito há duas semanas atrás.
Nos fará dar gargalhadas nos anos seguintes das caretas que estavam lá
Um passado cheio de presentes (de aniversários)
Um futuro cheio de passado (a vida, a fotografia)
E o presente: minha presença.
Não te prometo o céu, nem o sol, nem a lua, nem mesmo te levar a serio,
Dessa vez vai ser sem padre, sem lei, sem papel,
sem anel, sem véu, sem vestido branco.
Dessa vez vai ser só comigo. E sem promessas, sou péssima nisso.
E aí, topa?
Jamille C Dias
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Clarice x Nelson
Clarice Lispector: Nelson, qual é a coisa mais importante do mundo?
Nelson Rodrigues: É o amor.
Clarice Lispector: Qual é a coisa mais importante para uma pessoa como indivíduo?
Nelson Rodrigues: É a solidão.
Clarice Lispector: O que é o amor, Nelson?
Nelson Rodrigues: Eu sou um romântico num sentido quase caricatural.
Acho que todo amor é eterno e, se acaba, não era amor.
Para mim, amor continua além da vida e além da morte.
Digo isso e sinto que se insinua nas minhas palavras um ridículo irresistível,
mas vivo a confessar que o ridículo é uma das minhas dimensões mais válidas [...]
Não estou me referindo ao sexo. O sexo sem amor é uma cristalina indignidade.
Sempre que o homem ou a mulher deseja sem amor se torna abjeto.
Uma mulher não tem o direito de se despir sem amor.
Mesmo o biquíni, mesmo o decote, e repito, nenhuma forma de impudor é lícita se a criatura não ama. Se a criatura não ama, não pode usar biquíni, ousar certos decotes ou qualquer outra forma de impudor.
Clarice Lispector – Entrevistas. Rio de Janeiro: Rocco, 2007, p. 30/32
Nelson Rodrigues: É o amor.
Clarice Lispector: Qual é a coisa mais importante para uma pessoa como indivíduo?
Nelson Rodrigues: É a solidão.
Clarice Lispector: O que é o amor, Nelson?
Nelson Rodrigues: Eu sou um romântico num sentido quase caricatural.
Acho que todo amor é eterno e, se acaba, não era amor.
Para mim, amor continua além da vida e além da morte.
Digo isso e sinto que se insinua nas minhas palavras um ridículo irresistível,
mas vivo a confessar que o ridículo é uma das minhas dimensões mais válidas [...]
Não estou me referindo ao sexo. O sexo sem amor é uma cristalina indignidade.
Sempre que o homem ou a mulher deseja sem amor se torna abjeto.
Uma mulher não tem o direito de se despir sem amor.
Mesmo o biquíni, mesmo o decote, e repito, nenhuma forma de impudor é lícita se a criatura não ama. Se a criatura não ama, não pode usar biquíni, ousar certos decotes ou qualquer outra forma de impudor.
Clarice Lispector – Entrevistas. Rio de Janeiro: Rocco, 2007, p. 30/32
Cafona, sim "sinhor".
Quando me der vontade...
Eu vou escrever mais,
até todo mundo rir
da minha cara de apaixonada.
Todas as palavras já foram ditas,
todas.
Agora eu só fico
repetindo,
tudo que já foi dito um dia,
entre um sorriso
e outro.
Tudo que já foi escrito,
entre um choro e outro.
E parece que quando mais eu repito,
mas cafona eu fico.
É porque minha suadade,
meu amor e todo meu carinho,
tem endereço,
tem e-mail e telefone, tem
nome, sobrenome e caminho.
Eu vou escrever mais,
até todo mundo rir
da minha cara de apaixonada.
Todas as palavras já foram ditas,
todas.
Agora eu só fico
repetindo,
tudo que já foi dito um dia,
entre um sorriso
e outro.
Tudo que já foi escrito,
entre um choro e outro.
E parece que quando mais eu repito,
mas cafona eu fico.
É porque minha suadade,
meu amor e todo meu carinho,
tem endereço,
tem e-mail e telefone, tem
nome, sobrenome e caminho.
Quem é você?
Desconstruindo e construindo no café de Cristo,
apaixonada pelo estilo solto de Lispector e
aninhada nas verdades doces de Caio F.
Assoviando sambas entre beijos, abraços,
cheiro de jasmim, prazeres como os de Maria Rita.
Aprendendo a ler com Philip Yancey... silêncio!
Perdida no açúcar e afeto de Chico Buarque.
Trago um amor pelas pessoas tatuado na alma.
(li isso em algum lugar, fiz adaptações)
apaixonada pelo estilo solto de Lispector e
aninhada nas verdades doces de Caio F.
Assoviando sambas entre beijos, abraços,
cheiro de jasmim, prazeres como os de Maria Rita.
Aprendendo a ler com Philip Yancey... silêncio!
Perdida no açúcar e afeto de Chico Buarque.
Trago um amor pelas pessoas tatuado na alma.
(li isso em algum lugar, fiz adaptações)
"Algumas pessoas vêm e vão como a chuva.
Mas, o que queremos na verdade, é uma sombrinha
que não mais nos deixe mais molhar."
"Enquanto Deus é por você o tempo todo! Quando você é um vaso pronto,
bonito, enfeitado e a humanidade, as situações, te jogam pedras
e faz de você cacos, se você quiser, Deus te derrete, te põe no fogo,
te amolece e te faz de novo... Quantas vezes for necessário!"
Mas, o que queremos na verdade, é uma sombrinha
que não mais nos deixe mais molhar."
"Enquanto Deus é por você o tempo todo! Quando você é um vaso pronto,
bonito, enfeitado e a humanidade, as situações, te jogam pedras
e faz de você cacos, se você quiser, Deus te derrete, te põe no fogo,
te amolece e te faz de novo... Quantas vezes for necessário!"
terça-feira, 24 de agosto de 2010
outros;

"Não tenha medo
Lhe ajudo na travessia
Não sei nadar
Pra flutuar, basta a sua companhia"
Maria Bethania
"Tu es a unica que tenho,
desde que perdi minha tristeza"
Pablo Neruda
Todas as quatro estações
Esperam por nós dois
O universo das paixões
Calor e frio
A confundir o antes e o depois
Vânia Abreu
Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar
Chico
Vem, me faz um carinho, me toque mansinho,
me conte um segredo ou me enche de beijo.
Tiê
"E se quiser entrar na dança
Só depende de você"
"Fique mais, que eu gostei de ter você
Não vou mais querer ninguém
Agora que sei quem me faz bem"
"Se avexe não
Toda caminhada começa
No primeiro passo
A natureza não tem pressa
Segue seu compasso
Inexorávelmente chega lá
Se avexe não
Observe quem vai subindo a ladeira
Seja princesa ou seja lavandeira
Pra ir mais alto vai ter que suar"
Se faz aos poucos.

Amigo é feito casa que se faz aos poucos
e com paciência pra durar pra sempre
Mas é preciso ter muito tijolo e terra
preparar reboco, construir tramelas
Usar a sapiência de um João-de-barro
que constrói com arte a sua residência
há que o alicerce seja muito resistente
que às chuvas e aos ventos possa então a proteger
Amigo que é amigo quando quer estar presente
faz-se quase transparente sem deixar-se perceber
Amigo é pra ficar, se chegar, se achegar,
se abraçar, se beijar, se louvar, bendizer
Amigo a gente acolhe, recolhe e agasalha
e oferece lugar pra dormir e comer
Amigo que é amigo não puxa tapete
oferece pra gente o melhor que tem e o que nem tem
quando não tem, finge que tem,
faz o que pode e o seu coração reparte que nem pão.
Por Zélia Duncan
e com paciência pra durar pra sempre
Mas é preciso ter muito tijolo e terra
preparar reboco, construir tramelas
Usar a sapiência de um João-de-barro
que constrói com arte a sua residência
há que o alicerce seja muito resistente
que às chuvas e aos ventos possa então a proteger
Amigo que é amigo quando quer estar presente
faz-se quase transparente sem deixar-se perceber
Amigo é pra ficar, se chegar, se achegar,
se abraçar, se beijar, se louvar, bendizer
Amigo a gente acolhe, recolhe e agasalha
e oferece lugar pra dormir e comer
Amigo que é amigo não puxa tapete
oferece pra gente o melhor que tem e o que nem tem
quando não tem, finge que tem,
faz o que pode e o seu coração reparte que nem pão.
Por Zélia Duncan
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Hedonismo

E ser não for, por qualquer motivo,
Seria como o outono para o cego
Como minha música para os seus ouvidos
Como a poesia para alguém que nunca vai ler minha biografia
Você ama as cores, eu adoro escrever
Me arrependo do que fiz e você do que não fez
Eu sou cristão, você pagão
Eu preciso de silêncio e você da explosão.
Eu gosto do amor e você do sexo.
Eu preciso de carinho e você do hedonismo.
Você se mostra, eu me escondo
Eu rego a planta, você deixa morrer
Você gosta de cigarro, eu gosto do cheio que ele deixa em você
Você curte uma praia, eu rezo para chover
Eu sempre acreditei nas renuncias, você só no prazer
Eu vou para porta da sua casa, você fingi não me ver
Você gosta do inferno, eu nasci para o paraíso
Eu tenho medo, você encara.
É do tipo que gosta das metades, para mim só me serve se for inteiro.
Eu falo do contexto, você conta um pretexto
Sua vida é feita pela boemia, já a minha é cheia de teoria
Você quer abraçar o mundo, eu ficaria contente só em abraçar você.
Eu chego de mansinho, você nem pede licença.
Eu quero que o tempo volte, você quer um passaporte
Eu já comi o pão que o diabo amassou você já viveu intensas horas de amor
Você tem uma vida cigana, sua balada é minha cama
Os opostos se atraem na teoria, para mim está história está virando utopia
E quando chega a ventania os meus olhos desatinam para essa desarmonia.
Confesso, o oposto de rico é pobre, do perigo é sorte,
de magro é forte, do sul é norte, do amor é morte.
De adulto é bebê, o contrário de mim, é você...
E que meus olhos, não tem jeito, só te olham ao avesso.
Jamille C Dias
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