
É como se eu não fosse dessa cidade, desse mundo, desse planeta. E mesmo eu sendo tímida, sem coragem, mesmo eu sabendo que sou eu de verdade, sabendo todos meus princípios, que ninguém me ensinou, mas que eu adquirir vendo os outros serem educados, bons, simpáticos, legais.
Eu estou em outro lugar, todas as pessoas não me conhecem, na verdade ninguém nunca parou para perguntar meu nome. Talvez se você falar as características elas sabem... Mas o nome, a verdadeira identidade eles não conhecem. E ainda bem que não conhecem porque elas gostam da minha capa. Gostam da maquiagem que eu uso, gostam das roupas, gostam do meu jeito de ser, ou que pareço ser, gostam do perfume, da voz.
Às vezes eu fico com medo de dizer meu nome... E se elas descobrem que eu realmente sou. Se elas descobrem os meus pensamentos, as coisas que eu acho delas... E se por acaso elas descobrem minha verdadeira identidade.
Eu preciso ser outra pessoa para continuar com eles. E eu não sou está pessoa. Não mesmo. Eu não preciso manter está postura... Está mesma postura. Eu penso diferente.
Eu penso diferente de tudo isso aí... Mas ninguém nunca quis saber meu nome...
Nem meus conceitos.
Só olham para a capa e a capa agrada. Sempre agrada. É bonita, comprei ontem.
“É como se eu fosse um texto, em que você só leu o primeiro parágrafo, ou apenas o título, ou até mesmo simplesmente ignorou por não gostar da ortografia do escritor”