Hoje foi um dia especial, aguardado, esperado, ansioso, alegre, nervoso, entretanto, não um dia feito para mim, mas para alguém tão quanto especial. E nesse contexto, meio por acaso, me deparo sentada em uma plateia privilegiada por ver, ouvir e sentir... Sentir, sentir forte, coisas que o mundo e as pessoas, não nós ensinam. Hoje, meio por acaso, eu senti o amor de DEUS estampado em rostos felizes e verdadeiros, em danças espontâneas e planejadas, sentir o amor, a saudade e um recomeço verdadeiro, ainda com marcas, mas com uma coragem indescritível.
A chuva lavava todas as estações, limpava o que de velho tinha restado, mas no final a goteira avisava que o recomeço estava por vim, com marcas do passado, mas era sem dúvida um aviso: existe um futuro, um recomeço que tinha dor, tinha marcas, tinha uma cadeira que aprisionava, mas que a dança fazia brotar o sorriso de um futuro lindo como aquilo tudo que o sol perdeu de aplaudir por está de noite, e, assim, deixando as estrelas brilharam por ele com sua própria forma de expressão: a dança.
O incrível é que, era para ser apenas mais um dia, mas não foi... Eu me sentir no teatro municipal vendo atrizes e dançarinas famosas. Famosas sim, famosas para mim e para todas as pessoas que gritavam, choravam, se emocionavam com a dança, com a expressão, com o amor e principalmente com o motivo, meio por acaso, porque aquilo tudo estava acontecendo.
No meio das estrelas tinha uma que se destacava não por ser a melhor dançarina, isso não discutimos, ela é a melhor, é a melhor para mim e para todos nos que estávamos tão ansiosos quanto. Se destacava por ser a mais alta, a que dançava com amor, com nervosismo, com verdade, com vergonha, e ao mesmo tempo, prazer em está fazendo o seu melhor, e acima de tudo, sendo o orgulho de todos, porque naquele momento ela era, sem dúvidas, a melhor namorada, a melhor amiga, amiga de infância, todos queriam de alguma forma que ela fosse, no mínimo, a menina da igreja que eu via todos os dias dançando.
Para nossa surpresa, eu nunca vi o brilho de DEUS tão claro, pois no ambiente que estava acostumada a vê-la, era o lugar onde esse “deus” mais habitava. E ai, meio por acaso, eu senti o brilho de DEUS. O brilho Daquele que deu o dom, que deu o amor, que deu disposição, vontade, verdade. Aquele que se faz presente na arte, na dança, na música, no teatro, tudo isso quando é feito com amor, já que Ele é o próprio amor.
Meio por acaso, hoje, eu escrevo aqui não te desejando que seja uma boa dançarina, isso você já é, o que eu te desejo é que você seja uma boa namorada, uma boa amiga, uma boa universitária, uma boa filha, e principalmente, todas as vezes que estiver apresentando, seja uma boa discípula usando aquilo que Ele lhe deu como instrumento. Dê um show, como esse de hoje, seja assim, como hoje, isso basta para o sucesso, porque existem pessoas que, além de acreditar em você, estão, meio por acaso, ao seu lado.
Só me resta dar a Ele toda honra, toda glória, todo louvor. Já que O mesmo lá do alto aplaudiu o espetáculo mais belo de hoje e está no trono, ansioso, esperando por outros.
Jamille Dias
27/09/09