quarta-feira, 24 de junho de 2009

Eita é o São João, çô!


Então, desde criançinha, todos os anos em minha casa faz um forró, todos soltam bombinhas, tomam licor, enfeitam a casa de bandeirolas, acendem a fogueira e o forró pega fogo. Eu sempre amei, adoro a comunhão da minha família, que sempre se reúne em todas as datas comemorativas. Minha família é bem festeira então não pode dar um feriado que o bolo está na mesa. Eu sempre curtir tudo isso, até hoje, confesso.
As pessoas têm certo preconceito sobre a festa de São João. Mas na verdade a festa nunca foi para São João, pois ele nunca veio para a festa. A festa era para nós mesmo da família, todas as crianças acediam às bombinhas, não para São João, já que nem conhecia, mais apenas para brincar. Na verdade a desculpa era São João, mas toda a festa era só para reunir a família.
Eu sempre dancei quadrilha, minha mãe nunca me proibiu, pois ela sabia que aquilo tudo não era para ninguém, nem em homenagem a ninguém, era apenas para eu me diverti.
Neste São João eu parei para pensar: “e quando eu tiver um filho, será que ele vai fazer tudo isso? Ou será que ele vai ser criado numa lei de crente, que São João é coisa do diabo.”
Hoje quando eu olho minhas primas brincando lá fora, na área da minha casa, com um brilho no olhar, todo mundo dançando, festejando, brincando, se animando, com a desculpa que é o São João. Eu penso: "que desculpa boa foi essa". Pois se não fosse o tal do São João, minhas primas não estariam na minha casa se alegrando. Meus pais não estariam na cozinha rindo, minha mãe preparando tudo para a noite ser fantástica, meus tios fazendo a fogueira e todo mundo arrumando a casa, pois hoje vai ter festa.
Eu gostaria de deixar claro, a minha opinião sobre festas oferecidas. Não sou a favor. Mas eu penso que a tradição, quando não quebra o caráter, a honestidade, o respeito, o amor, a bondade, a paz, a tranqüilidade não tem porque parar de fazer. Afinal, ninguém mexe em time que está ganhando.
Também queria deixar claro, que estou analisando a minha família fazendo festa junina, não a festa no geral, pois não estou lá fora, talvez devesse para saber o que ocorre desse mundo, mas não estou, então não posso opinar. Sei apenas que existe um só intermediador entre Deus e o homem.
O São João na minha casa sempre foi uma festa feliz, e por isso eu não entendo porque não fazer a festa de São João. Que para mim poderia ter qualquer outro nome, festa da fogueira, festa da bandeirola, festa do forró, ou até o Mio de Deus. O que eu acho é que não pode deixar de ter é a festa. Afinal, ela traz alegria, alegria verdadeira. Independente do nome e do que as pessoas fazem dela.
Eu gosto do São João. A pena é que as pessoas perdem de ser feliz e se sentir um pouco criança, sentir liberdade, sentir inocência, por ver careta onde não tem.
Então Feliz São João para vocês, tenho certeza que uma hora dessas Jesus estava numa festa transformando a água em vinho, pois Ele amava a comunhão.
Para Ele, aquele abraço!

sábado, 20 de junho de 2009

Grita Pai


Senhor, nunca precisei tanto da sua voz,
nunca precisei tanto do seu carinho, da sua atenção.
Pai GRITA!
Grita até eu entender o amor que está dentro de Ti.
Grita até eu compreender tudo o que o Senhor quer que eu faça.
Grita ao ponto que eu nunca se esqueça o som da Tua voz.
Grita Pai.
Ou então sussurra, eu só preciso ouvir Teu coração.
Ou então fica em silêncio, mas faz chover ao ponto
da chuva bater na janela do meu quarto, e eu saber que é meu Papai.
Fica em silêncio, mas que a cachoeira faça um som lindo com as quedas d’águas.
Faz silêncio, mas quando eu acordar que um pássaro venha me visitar.
Grita Pai.
Eu preciso escutar voz...
Grita Pai. Grita.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Servir e ouvir?



Em alguns momentos em que a voz de Deus parece não chegar aos meus ouvidos eu me pergunto: “é tempo de servir ou de ouvir?”. Todas as vezes que eu me sinto assim eu rapidamente me lembro de Maria e Marta, pois uma escolheu servir e a outra ouvir.

Fico com medo de ouvir de mais e servir de menos, ouvir, ouvir, ouvir e fazer que bom deixar para depois. Afinal melhor é ouvir sentadinha aos pés do mestre, sem trabalho algum, esperando tudo chegar as minhas mãos. Claro que existe a parte boa de ouvir, você aprende, e como o mestre diz: “Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada”. Quando você escuta, você aprende; você forma seu caráter, você cria opiniões, você amadurece; você cresce.

Já servir tem aquela história que a fé sem obras é morta, então não adianta escutar, escutar, escutar e não servir. É necessária sempre uma Marta em nosso caráter. Aquela que corre faz tudo, aquela que trabalho nos bastidores, aquela que não é a protagonista, que não é famosa, que não está em evidencia, mas se não fosse ela a casa estaria toda bagunçada. O que seria de uma escola sem uma secretaria. Ela não aparece, fica escondidinha, mas ela é o braço direito de tudo.

Marta é fundamental. Se não existisse Marta, Maria não poderia ficar aos pés do Mestre escutando os ensinamentos. Sem uma Marta não existe uma Maria. É por isso que na guerra casa soldado tem sua função. Trazendo para nossa realidade é necessário aprender com Marta e Maria os momentos que temos que ser como elas. Escutar e Servir. Acredito que Marta estava na cozinha cheia de vontade de está com Jesus, mas tinha os afazeres que eram necessários serem feitos.

Outra coisa que eu observo é que Jesus não chamou Maria para ficar com ele. Ela escolheu ouvir naquele momento. Maria poderia ter ido ajudar sua irmã na cozinha, mas ela foi esperta, sábia, uma oportunidade como aquela, o mestre estava na sua casa, ela não podia perder de aprender com Ele. Aprendo com Maria que precisamos ouvir a voz de Deus quando ele está na nossa casa disposto a nos ajudar. Pois Jesus falou com Maria, mas ser Marta estivesse na sala ela falaria com ela também.

Precisamos saber o momento que devemos ouvir e os momentos certos de servir. Se não servimos de mais ou escutamos de mais e não fazemos nada! É preciso ter equilibro. Pois não podemos perde a oportunidade de conversar com o Mestre quando Ele vem na nossa casa! No entanto não podemos estar de mãos vazias é preciso preparar o café. Por isso equilíbrio, minha gente.



Para Ele, aquele abraço.

sábado, 13 de junho de 2009

Eu tenho certeza...



Cada dia eu tenho mais certeza porque fui criada, para que e porque Deus me fez. A cada dia uma paixão incessante toma conta do meu ser e eu digo: “Eu nasci para isso!” Não tenho dúvidas, antes até tinha, hoje tenho certeza, certeza absoluta. Eu nasci para cuidar das pessoas que me cercam. Independentemente do que elas precisam. Eu quero cuidar.

Se for uma pessoa passando fome eu vou cuidar dando o alimento. Se for alguém passando frio eu vou cuidar aquecendo. Se for alguém precisando de amor eu vou amar. Se for alguém precisando de um colo, estou disposta a dar. Se for alguém precisando do silêncio eu fico quieta. Eu fui chamada para isso. Fui convocada. Na verdade eu mesma me convoquei.

Sinto-me como se estivesse num final da festa e o chão da festa todo sujo o dono limpando, suando, correndo para todos os lados, e eu parada sem fazer nada, somente olhando. O dono da festa não me pede ajuda, afinal eu sou também convidada, no entanto eu me convoco, eu me ofereço, eu entrego as minhas mãos. E o ajudo a limpar todo o salão, a minha parte e pouca, é o mínimo, pois o dono da festa é ágil, rápido e cuidadoso. Mas eu estou ao lado Dele tentando ajudar com o mínino.

Sabe por que eu tenho certeza, porque mesmo limpando o chão da festa, que por sinal não é nada legal, eu me sinto feliz, radiante, eu me alegro. Porque mesmo cansada, com dor de cabeça, dores da perna, eu encontro pessoas que estão dispostas a me ajudar a limpar o chão da festa, limpar corações, limpar casas, limpar relacionamentos, limpar todas as coisas que estão sujas. E tantas outras que me ajude a limpar o meu sapado que com a demora da festa, com percurso, ficou sujo também.

Por essas coisas e as demais eu tenho certeza para que eu fui chamada. Eu me convoco, eu me chamo, eu me ofereço todos dos dias. Mesmo não sabendo nada, mesmo nunca ter passado pano na casa, nunca ter varrido, nunca ter lavado roupa, nunca ter cozinhado, nunca ter ajudado, nunca ter amado, nunca ter feito coisas que há tempo eram para ser feitas. Mesmo assim eu tenho certeza: Eu fui chamada.

Para Ele, aquele abraço.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Simplicidade

Quanto mais eu ando por esse mundo, e quando digo ando nem vou tão longe, vejo os objetivos das pessoas que me cercam. Objetivos rasos, vazios e sem um propósito bem direcionado. Objetivos glamorosos, prósperos, gigantes, mas sem o sentindo real da vida. As pessoas querem ser promotores da justiça, querem ser médicos, querem ser doutores, querem ser engenheiros, mas só pelo status, só pela condição financeira, esquecem da ética profissional. E quando existe uma pessoa querendo olhar justamente ao contrario, não querendo apenas status, apenas dinheiro, apenas fama, eles gritam: “Hei, você vai passar fome! Tem que aparecer, tem que ser famoso, tem que ser rico, tem que ter status, tem que usar roupa de marca”.

E o que agente quer é justamente ao contrario porque nos cansamos de comer shusi, nos cansamos de usar roupas caras, só para se exibir para os outros, cansamos de estar na crista da onda, cansamos de todas as coisas que são vazias e sem propósitos. Sem o verdadeiro propósito para que viemos a esse mundo: amar o próximo. Porque quando estamos na crista da onda, o próximo talvez não esteja junto e assim nos ficamos superiores a eles, ficamos orgulhosos de nos mesmo, ficamos vaidosos do nosso potencial, e esquecemos-nos do nosso próximo que está na areia nos admirando.

Quero voltar à época do jogo de amarelinha, de comer pão com ovo, de gritar: Mãe, terminei vem me limpar. Quero voltar aquele tempo da escola que todo mundo fazia piquenique com o lanche, quero voltar a ver meu pai chegar em casa e almoçar todos juntos na mesa. Quero voltar à simplicidade da vida, uma vida simples, mais com um propósito bem definido: amar o próximo, ser semelhante a Jesus. Não que eu queria voltar no tempo, que eu esteja nostálgica, não é isso, mas estou com vontade de ter uma vida simples, tranqüila, com objetivos sólidos e claros. Viver aquele tempo nos dias de hoje, viver aquele tempo com as responsabilidades de hoje, viver aquele tempo de simplicidade, tempo até de uma vida difícil, no entanto uma vida feliz, ou pelo menos um vida verdadeiramente feliz.

Estou cansada desse mundo fútil. Esse texto é um desabafo, quero viver ao lado de criançinhas, essas que eu dou aula na salinha, quero viver ao lado de pessoas puras e tranqüilas. Pessoas verdadeiras, amizades verdadeiras, pessoas que querem seu bem sem olhar seu rosto, quanto mais seu cargo, seu endereço, suas roupas, sua família, seus dons. Pessoas boas e sinceras. Para poder sair pelo mundo em busca de pessoa que não estejam tão limpas assim, que não estejam tão esclarecidas assim e poder trazer para elas um pouco na minha verdade. A verdade de Cristo, aquela liberta. Liberta das prisões que cada dia ganha mais reféns.

É tão difícil viver nesse mundo em constante santidade, principalmente quando se tem 18 anos e um mundo batendo na sua porta todos os dias. Por isso eu fujo, fujo desse mundo da prosperidade, fujo desse mundo da fama e do dinheiro, fujo desse mundo de desejos materiais. Quero sim ser um exemplo, mas pelo que eu sou, pelos meus atos, pelos meus objetivos. Meu desejo é que esses objetivos a cada dia estejam coerentes com a vontade de Deus em minha vida. E mesmo que o mundo grite, eu quero ficar em silêncio para escutar o som que vem do céu.
Para Ele, aquele abraço.


Eu confio em Ti

Eu confio em Ti meu Pai...
Eu confio em Ti...
Mesmo em meios as lutas eu continuo confiando em Ti...
Em meio às tempestades eu continuo confiando em Ti, meu Pai.
Porque eu Te amo.
E é um amor grande, um amor muito grande!
Me ajuda Pai, sara minhas feridas.
Eu creio em Ti.
Eu confio em Ti.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Tenho Saudades


Tenho saudades de um tempo que não volta mais.
De pessoas que se foram.
Tenho saudades de músicas que não escuto mais.
De lugares que não vou mais.
Tenho saudades daquele amor que um dia era só do Pai.
Das lagrimas, de todas, que um dia derramei na presença Dele.
Tenho saudades do colo, do melhor colo.
Do sorriso, o sorriso de esperança que Ele me passa.
Tenho saudades de dançar na presença Dele, só para Ele.
Do primeiro amor, aquele sincero, aquele que me fazia rir sozinha.
Tenho saudades de sentir o cuidado do Papai.
De ouvir tua voz, a voz que me conduz.
Tenho saudades de dar o meu melhor, melhor louvor, o melhor sorriso.
De querer fazer o bem, só para agradar a Ele.
Tenho saudades de querer ser filha, filha verdadeira.
De esquecer o tempo, de viver do Seu jeito,
Da Sua forma, fazendo a Tua vontade.
Pois tenho saudades da tua Paz
Saudades do teu colo de Pai
Tenho saudades do seu cheiro,
Cheiro que me trás esperança, Cheiro que me trás ânimo
Tenho saudades...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Meu chamado


Lembro uma vez que fui num retiro com uma amiga e a pergunta, assim que chegamos, era: “qual é seu ministério?” E eu toda sem graça respondia: nenhum, porque era verdade eu não faço nada, não toco, não prego, nem limpar o banheiro eu limpo. Só era alguém que humildemente queria lavar os pés do mestre. E as pessoas insistiam qual é o seu chamado? Você vai para Índia ou África? E eu novamente dizia não Deus não falou nada comigo.

E ai era uma vez uma menina que tinha três desejos...

Adorar.
Sim, este sem dúvidas é o meu maior chamado. E elas não entendiam que eu o meu chamado era somente para adorar. Mas não era uma simples adoração, era adoração que liberta que transforma aquela em Espírito e em verdade. E te garanto, encontra alguém que adore em Espírito e em verdade é mais difícil do que ir para África e é por isso Ele procura adoradores. E eu estava aprendendo a adorar... Estava aprendendo o meu chamado.

Servir. Sempre tive em mente que servi é o chamado de todos. Ninguém pode fazer algo em Cristo Jesus pensando apenas em si mesmo. O que sempre me inquietou era o fato de mesmo estando na igreja tem pessoas que olham apenas para o seu umbigo esquece o irmão que está ao lado. Mas ele era homossexual, ela era garota de programa, a outra está na janela da igreja olhando para o mundo, preste a cair, e qual é o nosso papel mostra para todos que a pessoa caiu da janela ou ir lá e ajudar levantá-la? O lugar onde Deus te colocou não foi na favela do Rio de Janeiro, não foi na África, não fói na Índia, Ele te colocou na sua faculdade, na sua igreja, na sua casa, Ele te deu amigos, pessoas para você cuidar, para você amar. Onde você está Ele não quer te dar muito trabalho. Nós perdemos a oportunidade de servi todas as vezes que passamos cinco horas sentadas numa sala de aula com uma pessoa e nunca falamos de Jesus para ela, nos deixamos de servi todas as vezes que vamos ao salão, ao futebol, ao cinema, em qualquer lugar onde tem pessoas que precisam ser servidas. Servidas de amor, de carinho de cuidado, e mesmo que as palavras lhe faltem, o teu olhar vai te entregar, o teu brilho não te deixa mentir.

Discípular. Sempre quando penso em discipulado me lembro do meu Pastor sentado numa cadeira e me explicando a Bíblia, por outro lado me lembro desse mesmo Pastor numa mesa de um restaurante almoçando comigo e me contando a vida dele, as coisas de Deus na vida dele. Me apaixonei pelo segundo discipulado, esse tipo de discipulado mexe comigo. Andar, amar, almoçar, sair, conversar, juntos. Sabe o medo de que um dia lhe falte palavras para falar de Jesus, no discipulado não existe isso, você fala através da sua vida, isso me encanta, e naquela mesa do restaurando almoçando e sem querer dei um sorriso e disse: “Esse é o verdadeiro discipulado”. E sempre quando nós saímos para conversar sobre a vida uma vozinha me lembra: “Vamos para mais um discipulado”. Isso não ocorre só quando saimos com o Pastor, pois um olhar de uma criança na rua, é um discipulado. E eu entendi que esse andar junto, amar e amizade é o verdadeiro discipulado. É olhar para o outro e contar como Deus tem sido bom e fiel com você, mostrar as suas fraquezas e está sempre com o outro mesmo que distante.

Então como eu disse, no retiro eu não tinha nenhum chamado grande, mas esses pequenos: de adorar, servir e discípular; esses sem dúvidas ardem, pegam fogo, aqui dentro.
Para Ele, aquele abraço.

domingo, 24 de maio de 2009

O amor



Sempre me taxaram, no colégio, no trabalho, na faculdade, na igreja, em todo lugar, que eu sou uma menina madura, forte, decidida, que sabe o que quer. E mesmo as pessoas que mal me conhecem falam isso. Sou mesmo, tudo isso. Mais quando o assunto é o amor eu me transformo de uma adulta responsável em uma criança que é dependente desse sentimento. Há muito tempo queria escrever sobre ele, mas sempre me faltaram palavras e coragem. Por ser algo tão lindo tenho medo de não colocar palavras à altura. Por também ser algo simples e eu tentar falar de coisas complexas, o que fugiria do foco, aquele amor simples e puro. Então eu vou apresentar a vocês o que eu penso do amor.
Amor é a segurança, é o carinho, é a proteção, cuidado, amor que ama sem esperar nada em troca. Amor é dependência. Sim, dependência de tudo isso ai citado acima. Amor que brinca que sorri, amor de esperança, amor que reconhece o perfume. Amor que quer está sempre por perto, que sempre quer surpreender, que está lado a lado, vendo a espinha do rosto crescer, querendo andar juntos, querendo amar juntos.
O amor ele é estranho, quando se ama, existe a dor. Porque existe lagrimas quando se ama? A saudade é continua, é como olhar para um rosto indo embora no trem que nunca mais vai volta, mesmo ele estando ao nosso lado. Porque quando se ama a segurança é insegura. A liberdade é presa. A confiança desconfia.
Hoje eu entendo I Coríntios 13 “tudo sofre, tudo crê, tudo espera”. Sofre ao ponto de não se completar, mesmo amando existi lacunas. Esperar o tempo certo, a hora certa, o momento exato. Mas esperar cada segundo quando se ama é uma eternidade. É difícil esperar. Acreditar quando se ama, é fácil. Crer é fácil. Mais sofrer dói. Machuca, arde. Porque o amor é tão lindo e ao mesmo tempo tão dolorido.
Tem uma música que fala justamente do amor puro, simples e com dificuldade.

Eu tinha uma casinha no Sertão
Uma bicicleta no portão
O fogão a lenha esquentando o coração
E lá fora um fusca esperando nós dois

Se hoje eu pudesse te pedir
Fica aqui, cuida de mim

As estrelas eu olhava do meu quarto
E na sala o chão molhado
Da goteira do telhado
Era a água que regava o Nosso Amor


A casinha no sertão mostra a simplicidade. Mostra que o amor é simples, não precisa de muita coisa, apenas de dois corações desprendidos. O fogão lenha esquentando o coração relata que a simplicidade não era o problema era justamente a solução, esquentava o coração. Nesse amor a pessoa pedia para cuidar dela, era provavelmente uma pessoa na multidão que sentia falta de uma só pessoa. Alguém especial, que talvez nem tivesse um nome especifico ainda, mas que mesmo assim já fazia falta. A goteira do telhado era a dificuldade, era a dor, era o sofrimento, era o que machucava, mas isso era o que regava o amor. Alguém disse pena não me lembrar quem que “se amar fosse solução contra a dor, o desapontamento, a espera, a paciência e o sacrifício — não se diria que o amor tudo sofre, tudo crê e tudo suporta.” É preciso amar de fato, não por um instante, mas até o fim. E é porque isso que eu gosto tanto dessa música pois a dificuldade não era o problema ela regava o amor, ela fazia o amor crescer.
Algumas vezes eu tenho uma vontade imensa de agradecer as pessoas que vivem comigo, as pessoas que me abençoa com um sorriso, um olhar, com um abraço. Sou grata a essas pessoas. Existe dentro de mim um amor não declarado. Algo aqui dentro que é quieto e silencioso. Mas que ama verdadeiramente.
Então, eu sou apaixonada pelo amor, sempre fui e sempre serei. Gosto dele, mesmo algumas vezes sentindo umas agulhinhas pinicando meu coração, existe outros momentos em que ele me completa e o meu sorriso é por esses momentos.
Para Ele, aquele abraço.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Na alegria e na tristeza...


Esse é o voto que se faz quando alguém se casa. Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. O grande problema é que quando estamos na tristeza, na doença e quando amor parece não mais existir esquecemos-nos desse voto. Voto que não é feito apenas no casamento, mas também na amizade, no namoro, no convívio com as pessoas. Mesmo sendo difícil acreditar no sentimento e lutar por ele, o voto diz na alegria e na tristeza.
Sempre quando me lembro desse voto me recordo de Adão e Eva. “Por isso o Senhor Deus expulsou o homem do jardim do Éden” Gn 3;23 Adão e Eva estão passando pelo pior momento de suas vidas eles tinha sido expulsos do paraíso, tinha sido expulso da presença de Deus, não existe castigo pior. Era o deserto da vida deles. Era o momento mais difícil, era o momento oportuno para o final da relação, para eles brigarem, pois como Adão fala, Eva foi à culpada por tudo, então era o momento dele se revoltar, pois a culpa era toda dela. Era o momento exato para abrir mão de pessoas, de relacionamentos, de amigos, dos pais, abrirem mão de sentimentos. E se eles fizessem isso entederíamos, pois o pior já havia acontecido, eles tinham sido expulsos da graça de Deus.
“E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu, e teve a Caim, e disse: Alcancei do Senhor um varão.” Gn 4;1
O que ocorre é que Adão e Eva nos surpreendem acabados de serem expulsos do paraíso a bíblia diz que Adão conheceu Eva. Então quer dizer que ele não a conhecia? Não, ela já conhecia, mas era algo natural, era um casamento de 20 anos, era uma amizade de 5 anos, era tudo normal, não tinha brigas, não tinha desentendimento, não havia nada de ruim, mas Adão não conhecia Eva. Talvez seja porque o amor é uma prova de fogo. Talvez seja porque a amizade é uma prova de fogo, talvez seja que o casamento é uma prova de fogo, que o namoro é uma prova de fogo, que educar filhos é uma prova de fogo. Que arde, que dói, que passa pelo pior e permanece firme.
E assim a bíblia conta que Adão conheceu Eva. Acredito que nesse momento Eva chorava por ver tudo aquilo acontecendo, mas Adão nunca tinha visto Eva chorar, e assim ele viu sinceridade que ele nunca tinha conhecido humildade por ter errado, viu a alma daquela mulher. Logo depois a bíblia diz que Eva concebeu. Eu acredito que o momento mais feliz de um casamento e o nascimento do primeiro filho. Mas como pode eles ter um filho, sendo que a tristeza era constante naquele lugar fora da presença de Deus? Como pode alguém dar frutos depois de um deserto como aquele? Mas isso aconteceu e Caim nasceu. Ensinando-nos que mesmo Adão decepcionado com Eva, mesmo eles errando, mesmo eles chateados um com o outro, eles entenderam que um voto de aliança é para sempre. Mesmo com o casamento na ruína, mesmo que aquela pessoa que você gosta tanto que você decidiu acreditar nela, um dia você vai colher os frutos, tenha por certo isso.
E a expulsão representa um erro, uma falha, um desvio no caminho. Acredito que não há nada pior do que ser expulso do paraíso, mas mesmo assim Adão e Eva permaneceram juntos. Nas dificuldades, nas lutas, na tristeza, na doença, na falta de dinheiro, na humilhação. Eles nos ensinam que uma aliança não pode ser quebrada por um momento de deserto, que uma aliança tem que dar frutos.
Nesse caso o deserto era a expulsão do paraíso, mas quando desertos nos vivemos todos os dias, e pensamos em desistir de pessoas, de amigos, de lideres. Mas Adão conheceu Eva no momento de deserto e nesse mesmo momento eles deram fruto.
Adão não desistiu de Eva. E Eva não desistiu de Adão.

Não podemos desistir das pessoas... Elas são preciosas.



Para Ele, aquele abraço.
Nota de Esclarecimento:
"E assim a bíblia conta que Adão conheceu Eva. Acredito que nesse momento Eva chorava por ver tudo aquilo acontecendo, mas Adão nunca tinha visto Eva chorar, e assim ele viu sinceridade que ele nunca tinha conhecido humildade por ter errado, viu a alma daquela mulher."
O texto mostra que Adão conheceu Eva mas o conhecer da bíblia, tendo com base a hermenêutica, tem sentido de relações sexuais, o que Adão e Eva nunca tinha tido antes. O "conhecer" do texto quer dizer conhecer sentimentos, amor e tristeza, sorrisos e lágrimas. O texto explora o conhecer no seu sentido literal. Entretanto deixando claro o conhecimento sobre o contexto da história de Adão.